Após a aprovação do parlamento nacional, a Ucrânia proibiu nesta sexta-feira, dia 24, a atuação política dos três partidos comunistas do país. A polêmica medida impede os partidos de participarem das eleições eleitorais, realizarem propaganda e divulgarem seus estatutos.

Como no país do leste europeu, o Brasil também já proibiu a atuação e existência do Partido Comunista Brasileiro em seu território. Fundado em 1922, o PCB, como é conhecido entre seus partidários, foi colocado na ilegalidade logo em seu ano de fundação, quando o então presidente Epitácio Pessoa proibiu suas atividades.

Cinco anos depois, em 1927, o partido voltou a ser legal e conseguiu eleger seu primeiro deputado, Azevedo Lima.

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No entanto, o PCB voltou a ser considerado ilegal no mesmo ano, voltando à atividade apenas em 1945. Neste período inativo, o partido – então atuando de forma ilegal e longe da esfera política formal – teve como líder o notório Luís Carlos Prestes, da Aliança Nacional Libertadora, que em 1935 comandou a chamada Intentona Comunista, derrotada pelo governo Getúlio Vargas.

Pouco tempo após seu retorno, o “Partidão”, como ficou conhecido, teve seu registro novamente cassado em 1947, durante o governo do marechal Eurico Gaspar Dutra. Já no início dos anos 1960, buscando a legalidade, o partido realizou diversas em seu estatuto, criando uma cisão interna onde os dissidentes fundaram o Partido Comunista do Brasil, PCdoB.

No entanto, o partido voltou a ser clandestino com o golpe militar de 1964, período em que diversos de seus membros foram torturados e mortos pelo regime vigente.

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Após a anistia, em 1979, e com o fim da ditadura militar, em 1985, ambos partidos, PCB e PCdoB, voltam a atuar de forma legal, o que permanece até hoje. #Legislação