Termina hoje à meia-noite, hora local, (18h pelo horário de Brasília), o prazo para que o parlamento grego decida se aceita as medidas de austeridade impostas pelos credores da #União Europeia (UE). Com os servidores públicos em greve, o povo protestando nas ruas e os bancos ainda fechados, aumenta a pressão e a responsabilidade dos 300 parlamentares reunidos para definir o futuro da Grécia.

Sem o apoio do próprio partido, o primeiro ministro grego enfrentou ainda a renúncia da vice-ministra das finanças, Nadia Valavani. Segundo ela, as imposições dos credores não são viáveis. Valavani justificou sua demissão afirmando que votaria contra o projeto de lei e que, portanto, não poderia permanecer no governo.

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Depois do referendo popular, onde a maioria da população votou contra a aceitação das exigências feitas pelos credores, Alexis Tsipras, acabou cedendo e concordando com a oferta de ajuda financeira como única solução para salvar a Grécia da falência. Na TV grega ERT, ele disse não acreditar no texto, mas que assinou "para evitar um desastre para o país".

Tais medidas, que exigem aumento de impostos, mudanças nas aposentadorias e cortes nos gastos públicos, indicam que a Grécia passará a viver uma #Crise geral, atingindo praticamente todos os setores da sociedade.

No último domingo, líderes da UE decidiram manter os bancos gregos fechados e sem liquidez. Desde do dia 29 de junho, cada cidadão pode sacar apenas 60 euros por dia, o que causa longas filas e revolta, principalmente entre os mais idosos.

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FMI defende perdão de parte da dívida

Até mesmo entre os credores, a crise grega causa polêmica. A agência de notícias Reuters divulgou um documento, no qual membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentam dados que demonstram que a economia grega não se recupera, mesmo com o cumprimento das reformas impostas. Segundo o documento, a única forma de evitar o colapso financeiro seria perdoar parte significativa da dívida.

Outro desentendimento entre os credores, é uma ajuda de 7 bilhões de euros, que viriam que um fundo da UE e serviriam para evitar calotes. Alguns países, como a Inglaterra, que não faz parte do euro, são contra. Caso seja pago, este valor deve ser devolvido quando a Grécia receber a primeira parcela do acordo de 86 bilhões de euros. Mas para que isto aconteça, o governo, que agora pede o apoio da oposição, precisa sair vitorioso da votação de hoje.