A Toyota acaba de revelar, oficialmente, a nova geração do Hilux SW4. O modelo foi apresentado na Austrália, onde atende pelo nome de Fortuner. Lá, ele chega nos revendedores em outubro. Por aqui, o utilitário-esportivo (SUV) só deve aparecer no segundo semestre do ano que vem, importado da Argentina, onde irá suceder a geração atual na linha de montagem de Zárate. A versão 2016 está 10 cm maior (são 4,80 metros de comprimento), 2 cm mais larga (1,86 m) e 1 cm mais alta (1,84 m), mantendo os mesmos 2,75 m de distância entre-eixos. Os puristas não têm com o que se preocupar, afinal o grandalhão mantém a cabine montada sobre chassi, que é sinônimo de robustez e capacitação.

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“O novo Fortuner herdou toda força e valentia da inquebrável Hilux”, enfatiza o diretor-executivo de vendas e marketing da subsidiária australiana da Toyota, Tony Cramb. “Estamos apresentando um SUV que chega e retorna de lugares onde outros utilitários-esportivos, simplesmente, não conseguem ir. Isso aliado a um desenho mais avançado, que espelha a modernidade desta segunda geração com uma oferta de conteúdo que atende desde famílias a executivos”.

Em termos técnicos, o motor turbodiesel 3.0 D-4D de 171 cv dá lugar a uma unidade mais moderna, denominada 1GD (2.8 litros 16V), com injeção direta “common-rail” e 177 cv. Além de mais potente, o novo propulsor fornece 25% a mais de torque, saltando de 36,7 para 45,9 mkgf. A Toyota ainda declara média combinada de 12,5 km/l para as versões equipadas com câmbio manual de seis marchas e tração 4x4.

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Outra novidade em relação ao trem de força é a nova transmissão automática de seis velocidades, que substitui a atual de cinco.

No capítulo tecnologia embarcada, o Fortuner estreia faróis Bi-LED e tampa do porta-malas com acionamento elétrico, chave inteligente presencial (keyless smart entry), sistema telemático (Toyota Link) com tela sensível ao toque e câmera de ré, controle de tração (ATC), assistente de arranque em aclives (HSA) e controlador de velocidade em pirambeiras (DAC). Já no capítulo proteção, esta segunda geração pode trazer até sete bolsas infláveis.

Enquanto, no Brasil, as vendas de SUVs caíram 4,4% nos primeiros seis meses deste ano, a Toyota comemora a liderança do segmento, na Austrália, onde vendeu mais de 150 mil unidades só nos últimos três anos. Por aqui, as vendas do Hilux SW4 encolheram mais de 20% no mesmo período e, com isso, a marca perdeu quase 1 ponto percentual de participação no segmento - hoje, ela tem 3,6%. Por isso, nada melhor do que o lançamento desta segunda geração no mercado nacional para a Toyota retomar sua fatia do bolo. #Automobilismo #Inovação #Tendências