Depois de muita tensão e divergências entre os ministros da zona do euro, que levaram à suspensão da reunião de cúpula dos 28 líderes da #União Europeia (EU) no último sábado (11), o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk anunciou para o domingo (12) novo encontro, com apenas os 19 países do Eurogrupo.

Tendo como pauta a aprovação de um terceiro resgate à Grécia, conforme foi solicitado no pacote de medidas enviado por Atenas para a Comissão Europeia, a reunião, que durou sete horas, foi encerrada sem uma decisão. Este resgate, que salvaria o país da falência, foi calculado inicialmente em um valor em torno de 50 bilhões de euros, em três anos.

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Entre os representantes dos países europeus, pairava a desconfiança sobre o cumprimento das medidas de austeridade, devido a outros momentos da história, quando a Grécia se comprometeu a resolver seus problemas econômicos e não cumpriu. Em 2010 e 2012, o país já obteve outros benefícios, num total de 240 bilhões de euros. De acordo com o ministro da economia e finanças italiano Pier Carlo Pardoan, a falta de confiança seria o maior obstáculo para que fosse firmado o acordo.

De um lado a primeira ministra alemã Angela Merkel, defendia até mesmo a possível saída da Grécia da zona do euro. Chegou-se a cogitar que poderia haver um prazo de cinco anos para que o país pudesse reingressar. Já a França e a Itália se mostraram favoráveis ao acordo, citando como exemplo a Espanha e Portugal, que conseguiram superar suas dificuldades.

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Na verdade, quem mais perde com a crise grega, são os bancos alemães.

Não foi divulgado o conteúdo do documento entregue aos chefes de Estado, mas especula-se que o texto apresentaria uma série de condições para que seja concedido o empréstimo. De acordo com a agência de notícias Reuters, o documento afirmaria que se não houver acordo, deve-se oferecer à Grécia uma saída da zona do euro com possibilidade de reestruturação da dívida.

O risco a ser assumido neste caso, poderia ser o começo do fim do euro, devido ao desequilíbrio financeiro entre os países do grupo, que exigiria grandes sacrifícios para que os menores economicamente conseguissem se manter. O impasse continua. #Crise econômica