JERUSALÉM – De acordo com a polícia israelense, um judeu ultra-ortodoxo que havia sido recentemente libertado da prisão depois de cumprir 10 anos por esfaquear participantes da parada anual do Orgulho Gay na cidade de Jerusalém em 2005, atacou novamente nesta quinta-feira (30), apunhalando seis manifestantes na parada deste ano.

Mr. Schlissel, assim foi identificado o homem que atacou a parada gay deste ano em Jerusalém, foi condenado por tentativa de homicídio 10 anos atrás quando, na parada gay de 2005, feriu três manifestantes em um local não muito longe do ataque de quinta-feira. Nos relatos da polícia se lê que no momento de ser preso ele afirmou que “tinha vindo para matar em nome de Deus".

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Ele foi libertado da prisão há um mês.

Duas das vítimas do ataque de ontem estão em estado grave, de acordo com os serviços de emergência. O assaltante, Yishai Schlissel, foi preso ao chão em uma rua central de Jerusalém por policiais que estavam estacionados ao longo da rota.

Um fotógrafo da Associated Press conseguiu tirar fotos de Schlissel, barbudo e vestido com roupas religiosas, pouco antes de ele começar seu ataque, andando no meio da multidão com a mão dentro de sua jaqueta, aparentemente escondendo uma faca de vista. Em outra imagem, tiradas pouco mais tarde, se vê o homem que atravessa a multidão com a faca na mão e ele preso no chão pela polícia.

As reações políticas

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o ataque como "um incidente muito grave" e em um comunicado continuou afirmando que "No Estado de Israel a liberdade individual de escolha é um dos valores básicos. Temos de garantir que, em Israel, cada homem e cada mulher viva em segurança seja a orientação sexual que for.

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Eu desejo que aos feridos uma rápida recuperação”.

O Presidente Israelense Reuven Rivlin condenou o esfaqueamento como um " terrível #Crime de ódio ".

A Parada em Jerusalém

A Marcha do Orgulho Gay de Jerusalém é um evento menor do que a parada anual em Tel Aviv, evento que ocorre anualmente sem incidentes no centro de negócios mais gay-friendly.

Em Jerusalém, onde a população religiosa é mais dominante, a violência entrou em erupção no passado. Mesmo assim a manifestação foi para frente, um ano após uma ordem judicial e das objeções da Câmara Municipal.

A parada Gay de Jerusalém atrai milhares de participantes e tem sido alvo de tensões entre a maioria predominantemente secular de Israel e a minoria judaica ultra-ortodoxa, que se opõe à homossexualidade. Muitos judeus ortodoxos se opõem a exibição pública, dizendo que contamina a cidade e ofende a muitos de seus moradores.

Enquanto o evento ocorre anualmente sem incidentes no centro de negócios mais gay-friendly de Tel Aviv, em Jerusalém, onde a população religiosa é mais dominante, a violência segue constante. #Terrorismo