Nessa segunda-feira, dia 12, os líderes da zona do euro pressionaram a Grécia com a finalidade de que ela cedesse boa parte de sua soberania para a supervisão externa. Em troca disso, a zona do euro concordou em negociar a dívida de 86 bilhões para que a Grécia continue a fazer parte do bloco de moeda única.

As negociações duraram a noite inteira, com os termos que os credores impuseram, liderados principalmente pela Alemanha, o primeiro-ministro Aléxis Tsipras se viu obrigado a deixar de lado suas promessas sobre o fim da austeridade, situação que pode provocar protestos e rachar seu #Governo na Grécia.

De acordo com George Katrougalos, ministro das reformas da Grécia, ficou claro que a Europa da austeridade acabou vencendo.

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Em entrevista à rádio BBC, ele disse que o país não tem alternativa: ou aceita as medidas ou aceita a morte súbita da economia com o fechamento de bancos. Em outras palavras, para George, o acordo foi uma imposição.

Panos Skourletis, ministro do trabalho, disse que os termos do acordo não são viáveis e que tudo levará para uma nova eleição, ainda esse ano. A declaração do ministro foi considerada um sinal de que Tsipras encontrará muitas dificuldades em convencer o seu partido de que o acordo foi a melhor solução.

Com o que foi decidido pelos líderes, o pacote de medidas precisa ser endossado pelo Parlamento antes que as negociações realmente comecem. São seis medidas que precisam ser aprovadas, entre elas estão reformas nas aposentadorias, aumentos de impostos e cortes de gastos.

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Caso a cúpula falhasse, o país estaria com seus bancos fechados, diante de um abismo e à beira de um colapso. Provavelmente, teriam que imprimir outra moeda e deixariam de fazer parte da união monetária da Europa.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Européia, disse que o acordo foi bastante trabalhoso, mas que com ele não há a possibilidade da Grécia deixar a zona do euro. Ele esclareceu que Tsipras não foi humilhado conforme boatos e que o acordo foi firmado em uma conversa. . #Crise econômica