A meio da manhã, de quinta-feira, foram encontrados 71 cadáveres dentro do compartimento de carga de um caminhão na Áustria. O caminhão estava parado numa zona para conserto na auto-estrada A4, na Áustria, junto à fronteira com a Hungria. A polícia suspeita que as vitimas foram sufocadas, cerca de 36 a 48 horas antes de serem encontradas, e já foram detidas três pessoas, como confirmou um porta-voz da Administração Interna. Junto aos corpos de 59 homens, 8 mulheres e 4 crianças foram encontrados "documentos de viagens sírios", o que levou as autoridades a concluir que as vitimas era provenientes da Síria.

Este foi o primeiro ato letal, dentro da #União Europeia, perante os imigrantes ilegais e os refugiados, embora já tenham ocorrido vários ataques por parte de grupos extremistas dentro da Europa.

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Na Alemanha grupos, muitas vezes associados a neo-nazis, foram responsáveis por incêndios em habitações destinadas a receber refugiados da Síria e da Líbia. Na Suécia, um dos principais destinos do imigrantes, o maior partido de extrema-direita, o partido dos Democratas Suecos, viu a sua representação popular crescer, tornando-se no maior partido do país, algo que pode ser justificado pela sua postura negativa perante a recepção de refugiados. 

Os esforços para estabilizar toda a situação em torno da imigração ilegal e dos refugiados continuam, tendo a Comissão Europeia anunciado, na quarta-feira, uma nova transferência de 1.5 milhões de euros, a ser dividida pela Macedônia e pela Sérvia, que irá somar-se aos 90 mil euros já recebidos pela Macedônia e aos 150 mi euros recebidos pela Sérvia. No entanto, estes atos extremistas são uma das consequências da má gestão europeia de toda esta #Crise humanitária, uma vez que a simples colocação de fundos não é suficiente, pois o principal problema encontra-se na forma como os refugiados são distribuídos pelos membros da União Europeia.

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Este problema, com os atos extremistas, poderá dar origem a um ressurgimento de forças nacionalistas e conduzir a União Europeia à desagregação. #Crime