Embora as condições de instabilidade da sociedade mundial atualmente sejam muito acentuadas, as pessoas estão em busca de sua própria sobrevivência enquanto espécie. Os países buscam freneticamente “paz e segurança!” Por outro lado, será que os acontecimentos que vem se desenhando no futuro da humanidade; alianças militares, econômicas e culturais sobreviverão às rápidas mudanças no cenário global? As relações sempre constantes e bilaterais entre os #EUA e #Israel, além de serem exemplos do que foi escrito acima, servem como um forte teste a estas perguntas.

No dia 06/08/2015, o presidente Barack Obama esteve na American University, em Washington DC e discursou veemente sobre a possível mudança histórica na relação do seu país com o Estado judeu.

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Este divisor de águas na interação dos dois países não foi causado unicamente por Obama articular o acordo nuclear com o Irã. Vão longe os dias em que a relação entre norte-americanos e judeus era uma completa “lua-de-mel” e a disputa no caso do Irã só fez abrir abismos profundos e que não mostram sinais de diminuição.

Barack faz questão de reforçar que Israel está sozinho na sua oposição de impedir a aproximação dos EUA-Irã. O próprio Obama com sagacidade disse que “este é o acordo mais forte de não-proliferação atômica jamais negociado e justamente por ser algo tão importante para o mundo, é que todas as nações comentaram em público o seu apoio ao acordo, à exceção de Israel”.

Benjamin Netanyahu como 1º. ministro de Israel faz uma campanha de incitar o Congresso americano contra Obama e assim naufragar o acordo entre a Casa Branca e Teerã.

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Trata-se de um jogo extremamente perigoso e que pode se voltar contra Israel, que já não vem agradando a opinião pública mundial há muito tempo na questão dos palestinos, até porque o acordo foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU.

As parcerias estratégicas entre americanos e judeus vem de longa data com o posicionamento dos EUA a favor de Israel em vários momentos, como na Guerra dos Seis Dias de Israel em 1967; em 1968 os americanos forneceram aviões F-4 aos israelenses, os mais avançados para o cenário bélico da época ou ainda quando em 1970 os EUA, no Setembro Negro da Jordânia, estiveram ao lado de Israel nas disputas regionais.

Segundo os especialistas militares, Israel tem hoje mais de 200 bombas nucleares modernas e escondidas em pontos estratégicos. Israel opta assim, por ter um conflito bélico vitalício com a República Islâmica do Irã, o que desagrada em cheio os interesses americanos neste momento.

Com diplomacia, mas assertividade, Obama deixa claro sobre quem vai ganhar esta disputa, pois disse ele que como “presidente dos EUA, seria uma revogação do meu dever constitucional de agir contra o meu melhor julgamento, simplesmente porque ele provoca atrito temporário com um querido amigo e aliado (Israel).

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Eu não acredito que seria a coisa certa a ser feita pelos EUA... não acredito que seria a coisa certa a ser feita por Israel". Somente o desenrolar dos próximos capítulos da política internacional responderá se as feridas profundas (Iraque, Afeganistão, etc.) que sangram aos americanos e ao mundo e mais o impasse agora com Netanyahu, serão cicatrizadas com sucesso.  #Terrorismo