Pelo menos doze pessoas, incluindo três funcionários da Otan, foram mortos no sábado, 22 de agosto, em um ataque suicida contra as forças estrangeiras em Cabul, capital do Afeganistão. O ataque ocorre duas semanas depois de uma série de quatro atentados que ensanguentaram a capital afegã e mataram quase 60 pessoas.

A explosão, que não foi imediatamente reivindicada pelos talibãs, “Visava um comboio de veículos que transportavam civis empregados da Otan", disse à AFP o coronel Brian Tribus, porta-voz da missão. "Um empreiteiro civil do ‘Apoio resolvido' morreu no ataque e outros dois sucumbiram aos seus ferimentos ", acrescentou, sem especificar a nacionalidade.

Publicidade
Publicidade

Não se sabe se essas vítimas foram incluídas no balanço, de doze mortos, fornecido pelas autoridades afegãs.

No Coração da Capital

As forças estrangeiras da Otan, mas, também, os seus homólogos afegãos, são os alvos favoritos dos insurgentes islâmicos neste longo conflito desde a queda do regime em 2001.

Nestes ataques, os insurgentes mostram que eles são capazes de superar o aparato de segurança no coração da capital afegã, apesar da crise em sua direção, desde o final de julho, após a nomeação de seu novo líder, Akhtar Mansour.

Os civis afegãos estão pagando um preço elevado no conflito. Desde janeiro, a violência contra civis atingiu um recorde com 1.592 mortos e 3.329 feridos, de acordo com a missão da ONU no Afeganistão (UNAMA).

Uma demonstração de força

 As grandes ondas de violência que têm ensanguentado Cabul, vêm ocorrendo desde a nomeação do Mullah Mansour para o chefe do Talibã, substituindo o falecido Mullah Omar, líder histórico dos insurgentes islâmicos, cuja morte foi anunciada em 29 de julho.

Publicidade

De acordo com um especialista em segurança afegã: "Esta nova onda de ataques é uma tática usada pela nova liderança do Taliban para mostrar que eles ainda estão operacionais. É uma demonstração de força."

Uma franja da rebelião islamita, na verdade, recusa-se a jurar lealdade ao novo líder, o mulá Mansour, acusando-o de ser coroado depois de um processo de nomeação rápida e de mentir durante dois anos sobre o estado de saúde de Mullah Omar, que morreu em abril de 2013, no Paquistão, de acordo com o serviço secreto afegão. #Terrorismo #Crime