A segunda feira, dia 24 de agosto, parece que começou negra no mercado de ações mundiais. Principalmente, nos mercados chineses. Fazendo jus à fama de mês agourento, nesta última semana de agosto, os mercados mundiais da China assistiram a maior queda nos seus índices de cotação registrado desde abril de 2009.  As bolsas de Xangai e Hong Kong espalharam o terror e pânico no mercado mundial de ações. Houve uma onda de temor contra o medo de que se instaurasse uma nova #Crise econômica mundial. Semelhante àquela descrita em 2008.

A reação no Brasil

No Brasil, as bolsas abriram o dia em baixa de mais de 6% e terminou o pregão em patamar negativo de mais de 3%.

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Esta foi considerada a maior baixa anual nas bolsas de valores brasileiras. O índice de cotação totalizou 44.336 pontos. O dólar fechou em alta, sendo cotado a R$ 3,552, acusando maior alta em 12 anos.

A queda das bolsas na China

Este fenômeno que atingiu toda a economia chinesa teve como causa dados econômicos divulgados sobre o crescimento da indústria chinesa. O chamado índice Caixin. Este parâmetro mede a intensidade da atividade industrial em toda a China.  O mesmo, no mês de agosto, caiu a um patamar muito baixo, desde 2009. Isto causou um verdadeiro temor no mercado chinês, levando a uma redução dos investimentos nas ações de companhias chinesas. Os investidores esperavam que o governo lançasse alguma medida protetiva. Isto acabou não acontecendo.

Numa manobra de emergência, o governo chinês, em decisão fora do comum, autorizou a compra de ações do mercado por parte dos fundos de pensão administrados por ele.

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Foi uma tentativa de se injetar liquidez no mercado. Apesar da medida emergencial, a bolsa de Xangai fechou em baixa de 8,4%, um índice elevado de queda para os patamares de negócios da China. A medida não surtiu o efeito esperado.

O que dizem os especialistas

Na visão dos economistas, os incentivos oferecidos pelo governo chinês para se elevar o consumo e  consequente formação de uma classe consumidora, foram revertidos. Isto ocorreu pelo peso maior do fenômeno de desaceleração da economia.

Os especialistas acadêmicos não acreditam em  uma forte crise econômica global. Preferem defender a tese de que o país está passando por uma situação de ajuste momentâneo.

No ano passado, a China atingiu o maior pico de valorização em sete anos, na faixa dos 151%. Desde então, o país vem acumulando uma queda de 38%.

Os investidores aguardam que o governo tome a iniciativa de promover uma série de medidas a serem negociadas. Isto seria importante para se aumentar o estímulo econômico no país e assim, se estimular o  consumo.

A China vinha num momento de crescimento de sua bolha econômica. Com a sua desaceleração, chegou o momento de se corrigir este crescimento. " Estamos vivendo um momento de desinchar a mesma, com vista a longo prazo", completou  André Perfeito, economista chefe da Gradual Investimentos. 

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