O Iémen continua envolvido numa guerra civil entre os apoiadores do governo de Abdrabbuh Mansour Hadi e os apoiadores de Ali Abdullah Saleh, antigo presidente, conhecidos por Houthis. Após uma tentativa de golpe de Estado, com a intenção de repor a presidência de Saleh, Hadi teve de abandonar o Iémen, deixando um vazio de poder neste Estado.

Desde então, os confrontos não param dentro do Iémen e o envolvimento de países vizinhos tem um impacto cada vez maior nesta Guerra Civil.

A coligação liderada pela Arábia Saudita está focada em repor a presidência de Hadi, eliminando as forças rebeldes dos Houthis, com o objectivo de conseguir um governo simpatizante com as suas ideologias e que possa ser um apoio à sua pretensão de se tornar uma potência hegemónica na região, diminuindo a importância do Irã.

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Como tal as forças sauditas têm recorrido a bombardeamentos aéreos, destruindo, assim, pontos estratégicos para os rebeldes e facilitando o avanço das forças apoiantes de Hadi.

No último domingo (30 de Agosto) um #Ataque aéreo da coligação saudita matou 31 pessoas numa fábrica de engarrafamento na província de Hajjah, localizada no norte do Iémen. Na semana passada, foram 65 as vítimas de mais um ataque aéreo da coligação saudita, sendo a maioria civis. Segundo a ONU, desde que a coligação saudita se tornou um agente do conflito, cerca de 4500 pessoas já morreram e houve um agravamento das condições de vida de toda a população iemenita.

Desde que a Arábia Saudita e os seus apoiadores se envolveram no conflito, em Março, houve um aumento de 20% no número de pessoas que se encontravam em insegurança alimentar e um aumento de 52% daqueles que não têm acesso a água potável ou saneamento, agravando toda a crise humanitária já existente do Iémen.

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A Al-Qaeda iemenita é considerada uma das mais perigosas do Oriente Médio e todo este conflito tem beneficiado esta célula terrorista, uma vez que o vazio de poder retira do seu caminho um adversário unificado e com controle sobre todos os recursos do Estado.

Em adição existem duas forças dentro do país que se atacam e se destroem mutuamente, sem que a Al-Qaeda tenha de intervir, não esquecendo também que os bombardeamentos da coligação, para além de matarem civis e destruírem forças militares, aumentam o descontentamento popular perante toda a crise no Iémen, "empurrando" a população para as fileiras da Al-Qaeda.  #Terrorismo #Violência