A falta de alimentos, de água e o aumento do número de refugiados são os principais problemas que a Comissão Europeia pretende combater com este reforço dos seus fundos.

Saleh, deposto em 2011 através de uma revolução democrática iniciada com a "Primavera Árabe" e defendida pela ONU e pelos EUA como um caso de sucesso, reuniu os Houthis e procurou recuperar o seu poder, alegadamente contando com o apoio do Irã. Desde então, o Iémen encontra-se dividido entre Houthis e os apoiantes de Hadi e em 2014 as forças de Saleh conseguiram conquistar a capital iemenita e forçar o presidente Hadi a abandonar o seu cargo deixando um vazio de poder no Iémen.

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Enquanto as forças de Saleh e as de Hadi combatem, milhares de civis ficam desalojados, devido aos bombardeamentos, os meios de sobrevivência escasseiam e o número de refugiados aumenta em países vizinhos como a Eritreia, Djibouti e Somália. Segundo Christos Stylianides, Commissário da Ajuda Humanitária e Gestão de Crises: "The humanitarian crisis in Yemen is reaching catastrophic proportions with 80% of the population now in need of assistance." ("A crise humanitária no Iémen chegou a proporções catastróficas com 80% da população atualmente a precisar de assistência").

Em 2014, a #União Europeia - no agregado dos membros e da Comissão - alocou €100 milhões em apoios ao Iémen e em 2015, só a Comissão Europeia já cedeu €35 milhões para a mesma causa.

Dos 12 milhões de euros, 10 milhões serão utilizados para combater problemas como: a fome, escassez de água, saneamento, saúde e proteção para a população do Iémen.

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Os restantes 2 milhões serão divididos - 1 milhão para cada Estado - entre o Djibouti e a Somália, para prestar auxílio aos refugiados e a quem regressa do Iémen.

Alguns apoios humanitários têm sido contestados ao longo do conflito, principalmente os da Arábia Saudita, uma vez que se tratam de apoios oriundos de Estados envolvidos no conflito, ou seja, para os iemenitas, estes apoios são encarados como frutos de remorsos ou manobras de ilusão por parte dos países culpados pela sua situação.  #Terrorismo