Após duras negociações os P5+1 e o Irã conseguiram chegar a um acordo que garantia o uso exclusivo da energia nuclear do Irã para fins civis. Todos sabiam que as dificuldades não acabariam aí, uma vez que o acordo teria de ser aprovado pelos órgãos legislativos de cada Estado, sendo o Congresso americano um dos maiores entraves.

Desde o início das negociações que a Arábia Saudita e #Israel foram contra este acordo, por questões de partilha de poder regional e de sobrevivência. Ambos os Estados detêm fortes máquinas de lobbying dentro do sistema político americano, principalmente Israel, e sempre foi evidente que as iriam utilizar para vetar este acordo, sendo essa a razão que Obama pretendia cumprir a primeira data limite para as negociações, que apenas dava 30 dias ao Congresso para se expressar sobre o acordo, ao contrário dos atuais 60 dias, e deixando menos margem para a análise das condições deste.

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Também Obama tem feito lobbying para conseguir a aprovação do acordo, chegando a ameaçar que vetará o chumbo do Congresso, o que forçaria os opositores do acordo a conseguirem o apoio de dois terços dos votos do Senado. 

Chuck Schumer afirmou: "Advocates on both sides have strong cases for their point of view that cannot simply be dismissed. This has made evaluating the agreement a difficult and deliberate endeavor, and after deep study, careful thought and considerable soul-searching, I have decided I must oppose the agreement and will vote yes on a motion of disapproval." ("Os argumentos de ambos os lados são fortes e não podem ser simplesmente ignorados. Isto fez com que a análise do acordo fosse difícil e ponderada, e após um estudo profundo, pensamento cuidadoso e uma considerável introspeção, eu decidi que me devo opor ao acordo e irei votar sim na moção de censura.", mostrando assim a sua rejeição do acordo e a perda de um importante democrata para Obama.

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Embora Chuck Schumer diga que não foi influenciado pelos esforços de lobby de nenhum dos lados, a sua oposição ao acordo já era esperado, uma vez que o senador democrata é conhecido pelas suas posições pró-Israel, bem como pela sua relevância para a comunidade judaica. #Governo #EUA