Pelo menos seis policiais ficaram feridos no Cairo, na noite de quarta-feira (19) a quinta-feira (20), pela explosão de um carro-bomba que visava a polícia, segundo o Ministério do Interior Egípcio.

A explosão ocorreu no distrito de Shubra, contra uma delegacia da Segurança do Estado, um serviço da polícia. “Um estranho de repente parou o carro diante do prédio, saiu dele e pulou em uma motocicleta para fugir. Em seguida, o carro explodiu”, explica o Ministério do Interior em um comunicado.

A polícia e o exército fecharam as estradas que levam ao local da explosão, inacessível aos jornalistas. Segundo um oficial da segurança, que pediu anonimato, a bomba “destruiu parcialmente o edifício”.

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O ataque não foi reivindicado, mas a província do Sinai, o ramo egípcio do grupo Estado Islâmico (EI), dirige ataques regulares contra policiais e soldados, desde que o exército destituiu e prendeu, em 03 de julho de 2013, o presidente islamita Mohamed Morsi, eleito pelos seus apoiadores de sangue. Centenas de policiais e soldados foram mortos em dois anos, principalmente, no Sinai.

 

Nova lei “antiterrorismo”

Desde que assumiu o poder e eliminou qualquer oposição do cenário político, islamita, mas, também laico e liberal, o marechal Abdel Fattah Al-Sissi é acusado por organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, de liderar um regime “mais repressivo” que o de Hosni Moubarak, cassado do poder no final de 2011 por uma revolta popular na linha da Primavera árabe.

No último domingo, Al-Sissi adotou por decreto uma nova lei antiterrorismo, imediatamente denunciada pelas organizações de defesa dos direitos humanos.

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Além de garantir a impunidade generalizada aos oficiais que usassem da força, a lei proibiria os jornalistas de fazer circular, inclusive em redes sociais, qualquer informação que contradissesse as declarações oficiais do regime contra o terrorismo.

Na noite de quarta-feira, os repórteres foram ao local da explosão e denunciaram a impossibilidade de trabalharem.

Washington, principal fornecedor de armas e de fundos do exército egípcio, também se expressou “preocupado” diante dos eventuais “efeitos nefastos” dessa lei “sobre os direitos humanos e liberdades fundamentais”.

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