Uma conquista feminina marcou a história da corporação militar de elite dos Rangers, força de operações especiais dos Estados Unidos. Pela primeira vez, duas americanas se juntaram a prestigiada formação militar, uma das mais difíceis e desafiadoras da armada norte-americana.

Dezenove mulheres começaram a formação em abril. Três meses depois, somente duas dessas conseguiram a famosa estrela metálica. Elas receberão oficialmente os diplomas em 22 de agosto. Satisfeito com o sucesso das recrutas, o Secretário do Exército Terrestre dos Estados Unidos, John McHugh, afirmou que o referido resultado prova que “Cada soldado, independentemente do sexo, pode desenvolver todo o seu potencial”.

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O treinamento para se tornar um Ranger dura, teoricamente, pouco mais de dois meses. Contudo, muitos candidatos são forçados a repetir as diversas fases. Em média, cerca de 40% desses são capazes de passar.

Segundo a Armada dos Estados Unidos, constantemente testados, os alunos são submetidos a “20h de treinamento por dia, com duas refeições diárias, ou menos, e três horas e meia de sono” e “Eles carregam geralmente de 29 a 41 quilos de equipamento de patrulha”, bem como fazem “cerca de 320 quilômetros de patrulha” com pacotes pesados, a uma distância equivalente ao trajeto de Boston à Nova York. As duas mulheres conseguiram louvavelmente a mesma formação que seus camaradas masculinos.

Um papel cada vez mais importante na luta

A integração de mulheres ao corpo de elite dos Rangers foi possível graças a abertura do exército americano, concretizada em 2013, com a acessibilidade feminina a todas as posições militares a partir de 1º de janeiro de 2016.

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15% das mulheres do exército dos #EUA, agora, podem conduzir tanques Abrams, operar lança-foguetes, ou, ainda, ser oficial canino, educador de cães, para a desminagem. Contudo, a autorização precisa ser dada pelos postos de combate da infantaria e pela maior parte das forças especiais.

Em nota, o New York Times observou a mudança implementada pelo #Governo do presidente Barack Obama como sendo um novo olhar sobre o terreno majoritariamente masculino: “Com o passar dos anos, as mulheres desempenham um papel cada vez mais importante no combate. Elas têm lutado contra os insurgentes talibãs, nas zonas de perigo, na artilharia”.

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