A Agência Americana de Medicamentos (FDA) deu aval, nessa terça-feira, 18 de agosto, para a comercialização do Flibanserin, o primeiro viagra para mulheres, do grupo Sprout Pharmaceuticals, destinado àquelas que sofrem com a falta de desejo sexual.

A FDA, a qual já havia rejeitado por duas vezes o mesmo medicamento em 2010 e 2013, voltou atrás após as recomendações, formuladas no mês de junho, de um comitê de especialistas em favor da comercialização. Votado por 18 contra 6, a venda do Flibanserin foi autorizada, sob a condição de que a Sprout Pharmaceuticals garantisse que os usuários estivessem plenamente cientes das reações adversas que, porventura, pudessem surgir, tais quais: sonolência, desmaios e queda de pressão arterial.

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Segundo a Dra. Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, a referida autorização visa “fornecer às mulheres com baixo desejo sexual, uma opção de tratamento”.

Com o nome comercial de Addyi, a fórmula em questão só poderá ser obtida mediante receita médica, pois possui efeitos colaterais graves, ainda mais se associada ao álcool. Portanto, “pacientes e médicos devem estar conscientes dos riscos ligados ao medicamento, antes de decidir utilizá-lo”, disse o responsável da FDA.

 

Fórmula descoberta acidentalmente

 

Segundo diversos estudos médicos, ao menos 40% das mulheres na pré-menopausa apresentam em diferentes graus uma hipoatividade sexual, que resulta de algum problema biológico, psicológico e até de origem medicamentosa.

Defendendo os benefícios do Flibanserin, Cindy Whitehead, PDG da Sprout Pharmaceuticals, declarou que o medicamento “não provoca uma hipersexualidade, as mulheres não se tornam instantaneamente devoradas pelo desejo ao tomá-lo” e “Buscamos revitalizar a atividade sexual saudável e estamos confiantes de que o efeito modesto de Flibanserin é significativo”, acrescentou ela.

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O Flibanserin gera polêmica entre vários grupos feministas, que se expressam por meio de petições. Uma dessas, lançada pelo grupo Even The Score, acusa a FDA de sexismo, por ter rejeitado duas vezes a aprovação do medicamento, enquanto o viagra masculino é comercializado desde 1998. A Agência nega vigorosamente as acusações.

A New View Campaign, conduzida pela psicóloga e terapeuta Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York, acusa os grupos farmacêuticos de “medicalizar o sexo” para ganhar dinheiro.

As propriedades afrodisíacas da fórmula foram descobertas acidentalmente, enquanto essa era testada como um antidepressivo, que falhou. Assim como o viagra masculino, que, originalmente, visava tratar de moléstias do coração.

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