Atlanta, capital do estado norte-americano da Geórgia, teve dias concorridos no mês de agosto de 2015.

Isso porque, um dos seus filhos mais ilustres, o ex-presidente democrata (39º presidente dos #EUA) Jimmy Carter, veio a público em entrevista coletiva para falar um pouco de suas realizações na carreira política, atividades humanitárias que chefia, família, #Religião e, principalmente, sobre o câncer que foi descoberto nele nos últimos dias. 

Carter, acompanhado de sua esposa Rosalynn, três anos mais jovem do que ele (que está com 90 anos), já está fisicamente frágil, mas ao adentrar a sala repleta de jornalistas, tinha uma vivacidade de dar inveja, piscando para a platéia e esbanjando um sorriso largo, que sempre foi uma das suas características mais marcantes.

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Ele nasceu em 01/10/1924 no estado “caipira” da Geórgia, o que talvez tenha lhe conferido o comportamento de um típico sulista dos EUA. No entanto, é também possuidor de um pragmatismo, que poucos líderes mundiais tiveram. Foi presidente, ocupou vários cargos políticos anteriores, ex-militar, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, fundou o Centro Carter, etc. 

O ex-presidente afirmou no encontro: "Eu estou perfeitamente à vontade com o que vem pela frente, pois tenho uma profunda fé religiosa e sou muito agradecido por isto", referindo-se a cirurgia de remoção do câncer de seu fígado, mas que logo em seguida foram descobertas células cancerosas no seu cérebro.

A fusão entre religião e política é algo que acompanha a própria criação dos EUA como nação e Carter reforça esta realidade ao afirmar que foi graças as suas crenças religiosas que chegou a ser um dos presidentes americanos e “agora esta mesma fé o prepara para a competição final de sua vida contra o câncer”. 

Carter aproveitou a ocasião para refletir sobre quase um século de vida pública, entre acertos e erros.

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Falou que, enquanto esteve na presidência, lutou bastante para a paz entre Israel e seus vizinhos árabes, o que ele acha que hoje é mais difícil do que no seu tempo e se mostrou pesaroso com o resgate desastroso de 52 norte-americanos reféns em Teerã por revolucionários iranianos. 

Jimmy depois de deixar a Casa Branca, em 1981, vem escrevendo livros sobre sua biografia; desenvolve programas de dietas, saúde e vida significativa aos americanos, luta contra doenças que têm assolado milhões de pessoas mundo afora através do Centro Carter (centro este que valoriza os princípios democráticos e busca a paz mundial). 

Não há uma certeza de quanto resta de vida a Carter, mas o renomado Dr. Walter J. Curran Jr., diretor-executivo do Instituto do Câncer Winship no Emory em Atlanta, fala das terapias aplicadas ao ex-presidente como algo inovador, que são: a droga pembrolizumab e a técnica de radiação estereotáxica, focando especificamente em cada um dos tumores. 

Carter fala sem hesitação que ele está agora “nas mãos de Deus", tanto que aos domingos ele quer voltar a ser o professor da escola bíblica dominical na Igreja Batista Maranata.

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O norte-americano disse ainda que: “Eu gostaria de ver o último verme da Guiné morrer antes de mim”, se referindo a uma doença chamada de verme da Guiné.

De acordo com o Centro Carter, em 1986, havia uma projeção de 3,5 milhões de casos anuais na África e na Ásia e em 2014 aconteceram 126 casos, o que ainda é considerado muito para o ex-presidente. #Doença