Após dois anos do acidente de Fukushima, o Japão voltou a operar nesta sexta-feira, 14 de agosto, a energia atômica. A Usina de Sendai, fica no sudoeste do país (a 1.000 km de Tóquio) e começou a gerar eletricidade para a central Kyushu Electric Power. As operações comerciais começam no próximo mês em setembro.

O reator número 1 foi reativado na última terça-feira, 11 de agosto. Agora ele opera sob os novos padrões de segurança mais severos. As novas normas são da Autoridade de Regulação Nuclear (NRA).

Desastre de Fukushima

Em 2011, um terremoto e um tsunami destruíram a usina. O acidente nuclear foi o pior já visto desde Chernobyl, na Ucrânia, no ano de 1986.

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Em Fukushima houve o blecaute dos 43 reatores em operação no Japão.

Com a Usina de Sendai, o Japão volta a utilizar energia atômica, parada desde setembro de 2013. Os reatores da Usina de Oi (oeste) haviam sido reativados por 13 meses para suprir o pouco abastecimento elétrico na segunda região mais povoada do país.

A população do Japão rejeita a reativação das usinas por causa do custo para produzir eletricidade por meio de fontes fósseis, a maioria importada.

Energia no Japão

O Japão tem uma carência de fontes de combustíveis fósseis, com exceção do carvão. O país precisa importar grandes volumes de petróleo cru, gás natural, entre outros recursos energéticos, incluindo urânio. Em 1990, o Japão dependia de 85% de importação da energia primária, o volume total de energia chegava a 428,2 milhões de toneladas de petróleo.

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O país é um dos mais populosos do mundo (10ª posição) com mais de 127,3 milhões de pessoas.

Em 2011, o Japão ocupava a terceira posição entre os maiores produtores de energia nuclear do mundo. Perdendo apenas para Estados Unidos e França. O Japão possuía naquele ano 54 reatores, a França 58 e os Estados Unidos 104. Quase metade dos reatores do mundo estão concentrados nesses três países.

 

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