A morte do leão Cecil chamou a atenção do mundo para a prática de caçadas ilegais no continente Africano e em todo o planeta. Além de ser considerado símbolo do Zimbabwe e ser admirado pelos nativos e turistas que visitavam a região, o leão Cecil vivia em uma área de preservação onde a caça era proibida. Cecil foi morto pelo dentista norte americano Walter Palmer, com requintes de crueldade, já que o animal foi abatido a flechadas e segundo informações agonizou por aproximadamente 40 horas.

600 leões são assassinados por ano

Segundo apurações do site informativo The Dodo, a International Union for the Conservation of Nature afirma que todos os anos aproximadamente 600 leões são mortos para o bel-prazer de caçadores de todo o mundo, contudo 64% dos caçadores que visitam a região para realização de safáris e caçadas são os norte-americanos.

Publicidade
Publicidade

Tabela com valores de caçadas

É possível encontrar facilmente na internet tabelas com valores em dólares para as caçadas no Continente Africano, entre os valores destacamos: Babuíno = 300 dólares, Girafa = 5.500 dólares, Leoa = 8.990 dólares, Leão = 26.000 dólares. 

Na internet também é muito fácil encontrar fotos de caçadores se vangloriando de suas presas, ostentando um enorme orgulho em tirar a vida de centenas de animais.

Indignação

A morte do leão Cecil causou a indignação de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, que exigem justiça pela caçada ilegal e covarde do animal. O governo de Zimbabwe abriu investigação e prometeu tomar as medidas necessárias. Os guias que acompanhavam o dentista já estão presos aguardando julgamento. Foi pedida a extradição do dentista para que seja julgado em Zimbabwe. 

Casa do dentista foi vandalizada

A casa do dentista que matou o leão Cecil foi vandalizada.

Publicidade

Foram jogados em frente à residencia pés de porco e no portão da garagem foi pichada a seguinte frase, "assassino de leão". A residência do dentista fica em uma área reservada na Flórida, denominada Marco Island.

A população de Zimbabwe vive em extrema pobreza e não entende a comoção mundial com a morte do leão

A grande maioria dos habitantes do Zimbabwe vive em extrema pobreza e não consegue entender por que a morte do leão Cecil causou tanta comoção, levando o país às principais manchetes de todo o mundo. Sendo que a pobreza da esquecida população local não causa estranheza ao resto do mundo e não repercute a favor da melhoria de vida da população. Muitas pessoas chegam a afirmar que "o leão Cecil tinha a vida melhor que mais da metade da população do país."

  #Crime #Blasting News Brasil