Com as dificuldades criadas pelas barreiras policiais e o registro de refugiados e imigrantes ilegais tanto na Grécia, como na Itália, forçou estes a procurar outra solução para entrar na #União Europeia, onde depois, devido ao Espaço Schengen, podem circular livremente sem ter de mostrar documentos, sendo os seus principais destinos: a Alemanha, o Reino Unido e a Suécia.

Na última semana cerca de 7000 imigrantes escaparam às autoridades gregas, após a travessia do Mar Mediterrâneo, e começaram a sua jornada rumo à Hungria, uma porta de entrada para a União Europeia. Pelo caminho estes imigrantes irão passar pela Macedônia e pela Sérvia, estes Estados têm realizado esforços para travar as vagas de imigrantes, mas a chegada de mais de 3000 imigrantes à Hungria prova que estes esforços não são suficientes.

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Muitos dos refugiados chegam de países afectados pela guerra, como a Síria, o Afeganistão ou a Líbia, mas também surgem vagas de imigrantes ilegais provenientes não só destes países, como também do Irã e do Iraque. A abordagem aos dois tipos de imigrantes é bastante diferente, o que torna difícil a tarefa das autoridades que fazem o registo destes. Quando se trata de refugiados estes devem ser encaminhados para os asilos que lhes estão destinados, bem como receber os apoios que os membros da União Europeia disponibilizaram. Por outro lado, os imigrantes ilegais devem ser identificados, registados como ilegais e depois encaminhados de volta para os seus países. A principal dificuldade surge quando tanto refugiados, como ilegais chegam juntos e dificultam a distinção que as autoridades devem realizar. O trabalho de quem faz os registos não tem sido facilitado e o processo leva tempo, o que já resultou em confrontos entre imigrantes e forças policiais.

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Autoridades politicas como Durão Barroso (ex-Presidente da Comissão Europeia) e António Guterres (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados) já criticaram a incapacidade da União Europeia e dos seus membros em lidar com esta situação, assinalando falhas no sistema de asilo europeu. #Europa #Violência