A antiga República Iugoslava da Macedônia ou FYROM (sigla em inglês) vive um embate político internacional liderado pela Grécia que não concorda, por questões políticas, com a independência da Macedônia da ex-Iugoslávia. Nos últimos dias a sociedade mundial tem visto cenas desastrosas entre fronteiras da Grécia e Macedônia, com o afluxo de imigrantes tentando chegar a Europa Central por meio dos Bálcãs. Então se questiona: onde a humanidade perdeu o rumo de sua história e o respeito para com o seu próximo? 

Os conflitos na fronteira da Grécia com a Macedônia alcançaram o seu ápice no dia 21 de agosto, quando os policiais da cidade de Gevgelija usaram de extrema brutalidade com homens, idosos, mulheres e crianças na tentativa de dissipar um grupo grande de imigrantes que queria cruzar a fronteira entre os dois países, obrigando a ACNUR – Agência de Refugiados da ONU a lançar uma nota de repúdio e preocupação com tais ações da Macedônia. 

As vidas de pessoas estão em perigo na medida em que percorrem o caminho para a Grécia nas travessias perigosas em pequenos barcos pelo Mediterrâneo, vindos geralmente do Afeganistão, Síria e Iraque.

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O objetivo dessas pessoas é fugir das zonas de guerra e de extrema pobreza, cruzando a fronteira frágil entre os países por trem ou mesmo a pé pelas trilhas. Os “buracos” das fronteiras de FYROM foram reforçados com policiais sentinelas em tanques blindados e colocaram arame farpado ao longo da região, até o Exército se fez presente. Um detalhe importante, estas pessoas estavam com fome, apavoradas e acompanhadas de crianças e anciãos, eram refugiadas de guerra e não terroristas.

Jasmin Redzepi de Legis participa de uma ONG que dá apóio aos migrantes, relatou que “não havia necessidade do governo da Macedônia anunciar o estado de sítio e talvez isto tenha sido feito sob influência da pressão da população dos povoados que fazem fronteira com a Grécia”. Por outro lado, o 1.º ministro da Macedônia, Nikola Gruevski, justificou a presença militar na região como algo temporário para somente gerir o fluxo humano de imigrantes; porém, não foi bem esta forma de “gestão” que se observou com o “tratamento” de espancamentos oferecidos a todos os migrantes. 

A Anistia Internacional na Suíça disse que "os países podem vigiar as suas fronteiras nacionais, mas estão proibidos de usar ações de guerrilha na população civil.

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Os governantes da Macedônia e da Grécia deveriam se focar no fornecimento de abrigo, mantimentos, roupas e ajuda médica, mesmo se for necessário solicitar o auxílio de outras nações”. A Macedônia é a República mais pobre da ex-Iugoslávia, a Grécia passa por uma crise econômica sem precedentes desde a 2.ª Guerra Mundial e os países ricos da #Europa Central são cada vez mais xenófobos. O que irá acontecer com estes migrantes? Não se sabe ao certo... se tiverem êxito na sua peregrinação, ganharão um pouco mais de pão recheado com humilhação e perigo. O Contrário disto, é bom nem pensar.  #Comportamento #Crise econômica