Shira Banki, uma das adolescentes esfaqueadas durante a Parada do Orgulho Gay de Jerusalém, capital de #Israel, morreu neste domingo (02) depois de passar três dias internada no Hospital Hadassah em estado grave. Ela sofreu cortes na região das costas. Além de Shira, outras cinco pessoas também foram atingidas pelo ataque durante o evento.

O suspeito pelo #Ataque foi o judeu ultraortodoxo Yishai Shlissel, que havia acabado de sair da prisão. Ele foi condenado pelo Governo de Israel e cumpriu pena de 10 anos de prisão depois de ter cometido o mesmo ataque, ao mesmo evento, no ano de 2005.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, membro do partido conservador Likud, condenou o ato, e afirmou que o fanático religioso deve e vai pagar pelos seus atos.

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Ele disse ainda que Israel terá "tolerância zero" com judeus extremistas, e que o país está unido contra os "criminosos entre o povo".

Na semana passada, um outro caso de intolerância aconteceu em Israel: judeus provocaram a morte de uma criança após incendiarem a casa de uma família Palestina na Cisjordânia.

Imagens divulgadas pela Agência de Notícias Associeted Press mostram a movimentação no local momentos depois do ataque:

Repercussão

Antes de tudo, isso serve para sabermos que não existem apenas seguidores do islamismo que são extremistas e totalitários. Na verdade, dentro de cada religião existem aqueles que se acham os donos da razão e descobridores da verdade que, além de seguirem algo, querem que todo mundo siga exatamente da forma que ele acha melhor. Um ditador!

Outra coisa que é bom refletirmos: após o atentado contra o evento que pede respeito pelos direitos dos homossexuais, e a lamentável morte de uma das participantes do evento, que nem era homossexual, mas estava ali pela felicidade dos seus amigos, o assunto ganhou o mundo todo e até representantes da ONU lamentaram o episódio.

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O mesmo, obviamente, seria de se esperar do povo brasileiro! Mas, infelizmente, não foi possível ver isso.

Nos grandes portais de notícias do Brasil, foi assustador ver que, ao invés de algumas pessoas condenarem o ato - um assassinato -, elas condenaram o evento e os gays e simpatizantes que ali estavam. Um internauta chamado Samuel comentou no YouTube: "Já está faltando água, e se continuarem com essa parada gay irá começar a faltar oxigênio. Querem brincar de Deus? Pagarão caro por isso. Sodoma e Gomorra nunca mais!". No mesmo espaço de comentários uma falta de informação se revela: "Jamais pensei que tivesse parada gay em Israel", disse André, um outro internauta.

Uma outra internauta lamentou o fato de uma parada gay ser realizada, segundo a Bíblia, na cidade de Jesus. "Parada Gay na cidade de Jesus? Oi? Falta de respeito! Daqui a pouco seremos minoria! Teremos que esconder dessa sociedade distorcida que somos cristãos e héteros! Absurdo!". Outra pessoa que 'entende bem da vida em sociedade' foi mais além, e esbravejou por trás de uma tela de computador: "Sou contra lésbicas e gays.

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Na verdade, tem que morrer todos. Isso é contra a lei humana. Só a pena de morte para melhorar o mundo!!!".

No entanto, nenhuma linha de repúdio ou dor pelas vítimas da violência causada pelo religioso extremista foi manifestada. É aí que paramos para pensar: "será que estamos caminhando rumo à liberdade, ao amor e ao respeito mesmo? Onde vamos parar com tanto ódio? Será que estamos próximos, e sobreviveríamos, a uma terceira guerra entre pessoas de pensamentos diferentes?" #Comportamento