O filme “Fúria de Titãs”, um clássico do cinema que fala sobre mitologia grega bem que poderia ser a narrativa perfeita dos embates econômicos, políticos e culturais protagonizados pela Grécia e seus credores mundiais com tantos capítulos de esperanças e desventuras para a nação helênica neste conturbado verão no hemisfério Norte. Algumas perguntas inevitáveis vêm à tona, tais como: o que se passa nesse pequeno país da Europa; o que levou a renúncia do seu ex-1º Ministro na 3ª semana de agosto/2015; a “ajuda” econômica para a Grécia é um remédio ou uma doença; o que levou os gregos a esta crise; Alexis Tsipras permanecerá no poder com novas eleições e será o capitão grego que navegará no mar financeiro revolto com segurança? 

Na quinta-feira, 20/08/2015, Alexis Tsipras, até então, 1.º ministro grego se pronunciou em cadeia nacional nas televisões do país, falando que apresentaria a sua renúncia ao presidente da Grécia e convocaria a população para novas eleições. Esta manobra política tinha por objetivo fazer com que o partido de esquerda Syriza obtivesse um novo mandato frente ao tumultuado quadro do país.

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Apesar de Tsipras querer acelerar a votação para 20/09/2015, ele encontra na oposição bastante conservadora, forte resistência, pois esta mesma oposição quer brecar a ocorrência da nova eleição. 

Tsipras busca claramente, segundo os especialistas em política internacional, fortificar o seu poder e marchar progressivamente com o plano de resgate acordado recentemente por ele com os credores da Europa; no entanto, o seu partido político, o Syriza vem se dividindo depois que Tsipras deu o sinal verde para o acordo, o qual foi aprovado pelo Parlamento grego. Vinte e cinco deputados do Syriza se desligaram do antigo partido e formaram um novo, chamado Unidade Popular

Políticos gregos de esquerda afirmam que Tsipras abandonou o plano de anti-austeridade quando negociou com os credores europeus, principalmente a Alemanha de Angela Merkel.

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O pacote de 86 bilhões de euros para a Grécia, limita com rigor os gastos gregos, aumentando os impostos e alterando a forma da Grécia administrar a sua própria economia estagnada. 

Mesmo assim, com a votação, Tsipras intenciona que os eleitores ratifiquem a sua forma de conduzir o assunto e o homologuem como líder constitucional do país, muito embora, grande parte do dinheiro recebido pelos gregos, será direcionado para o pagamento dos títulos públicos em posse do BCE, o que de nada serve para reconstruir a nação helênica. 

Se AlexisTsipras estará apto a se manter no poder ou não é uma outra questão. Mesmo ele tendo recuado e aceito o plano de resgate europeu, conseguiu manter o seu índice de popularidade em julho frente à opinião pública grega. Apesar de sua renúncia como 1º ministro, continua sendo o chefe do Syriza. Se o povo grego ajudará o Syriza a permanecer no poder sem o apoio extremista de outros partidos não se sabe ao certo. Por outro lado, algo é concreto neste cenário de incertezas, a cada movimento político sobre a Grécia, dentro ou fora do país, a sua população só agoniza mais e mais. #Europa #União Europeia #Crise econômica