Nos últimos dias o mundo tem assistido a maior desvalorização da moeda da economia emergente mais potente do mundo e a segunda maior economia mundial, a da #China. Por todo o lado se teme que seja o início de uma profunda crise, com graves consequências para a economia do mundo. Mas será esta uma previsão acertada?

A desvalorização do yuan (moeda chinesa) teve como primeira consequência a queda das principais bolsas de valores mundiais. Wall Street registou ontem uma quebra superior a 1%, reflexo que os mercados interpretaram a desvalorização da moeda como uma mensagem de que a economia chinesa está em forte travagem, comprovado pelos dados dos primeiros 3 meses de 2015 que revelam um crescimento de apenas 7% ao ano, o mais baixo dos últimos 6 anos.

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No sábado passado, 8, o governo chinês anunciou que as exportações em julho tinham registado a maior quebra dos últimos 4 meses, muito acima do esperado pelos analistas, e que a desvalorização da moeda tem como objetivo estimular as exportações, pois a produção nacional chinesa fica mais barata.

Mas como funciona o mecanismo de desvalorização da moeda? Em oposição ao euro e o dólar, a cotação do yuan não é acertada pelo mercado. Todos os dias, o Banco Popular da China anuncia um valor de referência para a sua moeda, ou seja, um valor médio de câmbio que poderá refletir uma valorização ou depreciação de 2%. Agora esse valor é ajustado em 1,9%, podendo flutuar os anteriores 2%, mas tendo uma base de partida inferior, levando assim a uma desvalorização histórica.

Para tranquilizar os mercados, a Comissão Europeia e o FMI já vieram elogiar a decisão do Banco Central da China.

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Ambas as organizações consideram que o valor de uma moeda deve ser determinado por fundamentos econômicos e a cotação diária atual poderá refletir melhor o equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado de divisas. Muitos veem esta medida chinesa como o primeiro passo para a abertura do mercado de câmbio chinês.

Hoje, o Banco Central da China veio garantir que não irá permitir desvalorizações grandes do yuan. As declarações foram bem recebidas pelos mercados, que na sua maioria negoceiam positivamente, quebrando assim a ideia de que uma guerra cambial esta sendo preparada. Os próximos meses irão determinar qual a real estratégia da China e capacidade de crescimento da sua economia.

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