Momentos dramáticos estão sendo vividos em Portugal. Ontem, nas ruas do Porto, uma das principais cidades do país, centenas de emigrantes se deslocaram às portas do Banco de Portugal para se manifestarem. Como havia acontecido em Lisboa, vidros e violência voltaram a aparecer e as autoridades tiveram alguns problemas em controlar seus cidadãos. Muitos se demonstraram revoltados pelo banco BES lhes ter “roubado” o dinheiro de uma vida de trabalho e algumas frases foram muito ofensivas. “Portugal sem o dinheiro dos emigrantes não é nada”, gritou-se na manifestação de sexta-feira, dia 14 de julho.

Muitos portugueses investiram em papel comercial do antigo banco BES, mas esse banco faliu no ano passado e esse dinheiro nunca mais foi recuperado.

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Passados todos esses meses nem o Banco de Portugal, nem o Governo português conseguiram arranjar uma boa alternativa para pagar o dinheiro às pessoas, fazendo com que as manifestações fiquem cada vez mais violentas à medida que o tempo vai passando e as pessoas não têm acesso ao seu dinheiro.

Depois de agressões a policiais em Lisboa na semana passada, desta vez os emigrantes portugueses se manifestaram no Porto e o caos voltou. Vidros do Banco de Portugal foram quebrados e as autoridades tiveram que intervir muitas vezes para controlar os populares. A maioria dos emigrantes presentes estavam completamente desesperados e capazes de tudo para ver seu dinheiro devolvido. “Nós não queremos 60% do nosso dinheiro, queremos tudo de volta. Todo mundo foi enganado pelos seus gestores. Ladrões”, gritou uma emigrante portuguesa em lágrimas, divulgou o site português “Noticias ao Minuto”.

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Além disso, vários emigrantes afirmaram que Portugal só quer seus emigrantes para investir no país e entregar dinheiro aos seus bancos. “Sem o dinheiro de todos nós, Portugal ia ao fundo. Ao contrário do que fizeram meus pais, eu não ponho mais dinheiro nenhum em Portugal. Tenho vergonha do meu país, de ser português”, gritou uma emigrante desesperada às câmaras das televisões portuguesas que estavam cobrindo a violenta manifestação. Nos próximos dias, mas manifestação estão sendo marcadas até ao final do mês de agosto e a violência promete continuar. #Europa #Crime #Crise econômica