A descoberta de uma vala comum ilegal no Norte do México foi anunciada hoje pelas autoridades mexicanas. Já foram encontrados cerca de 31.000 fragmentos de ossos, que correspondem a cerca de 31 pessoas. Um caso bastante semelhante ao do ano de 2013, onde foram encontrados os corpos de 64 pessoas numa vala comum, entre os estados de Jalisco e Michoacan. As autoridades mexicanas não prestaram mais declarações, mas sabe-se que os fragmentos dos ossos, bem como as roupas, encontrados no local estão sendo enviados para análise de ADN e respectiva identificação, para o Hospital universitário de Monterrey, a cidade mais próxima do local onde foi encontrada a vala.

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Segundo Consuelo Morales, dirigente da Human Rights Watch no México, “já foram identificados os perfis genéticos de 31 pessoas. Foi o que o procurador nos disse”, em declarações acerca da vala comum ilegal encontrada numa casa na cidade Salinas Victoria (estado de Nuevo Léon), no México. Essa vala comum, localizada a 35 quilômetros de Monterrey, foi descoberta pelas autoridades no decorrer de uma investigação apoiada nos relatos de vítimas e de criminosos detidos. Consuelo Morales referiu também que a Human Rights Watch já teria alertado as autoridades para a existência desta vala comum ilegal na casa que agora se encontra sobre investigação, uma denúncia que já tinha sido feita em janeiro.  

O enterro das vítimas não identificadas em valas comuns é uma prática bastante realizada pelos cartéis de droga mexicanos, que afetam todo o México, não só com o narcotráfico, mas também com as guerras entre cartéis.

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Desde 2006 que o número de desaparecidos e assassinatos tem aumentando a um ritmo muito elevado, passando o número de vítimas de dezenas a milhares. O Estado de Nuevo Léon, onde se situa a vala comum onde foram encontrados 31.000 fragmentos de ossos (segundo Consuelo Morales), não escapa aos efeitos nefastos das guerras entre os principais cartéis de droga, instalados neste estado, sendo eles: os Los Zetas e o Cartel do Golfo. #Terrorismo #Crime #Casos de polícia