A visita do ex-presidente brasileiro Lula à Argentina na última quarta-feira, 09 de setembro, para apoiar a campanha política do candidato Daniel Scioli, possível sucessor da presidente Kirchner na Argentina, rendeu assunto e o que falar no meio político, principalmente no âmbito do Brics e suas futuras perspectivas.

Cristina Kirchner aproveitou a oportunidade para pedir ajuda ao ex-presidente #Lula (que por sinal ainda apresenta influência no #Governo brasileiro) para apoiar e auxiliar a entrada da Argentina no Brics, grande grupo econômico e político formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, grupo que representa hoje uma das maiores forças de despolarização mundial, dividindo o poder econômico, militar e geopolítico principalmente dos Estados Unidos e salienta a importância dos emergentes no cenário internacional.

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O pedido da presidente Kirchener ao ex-presidente Lula ressalta a importância diplomática e o peso que o Brasil vem ganhando e desenvolvendo no cenário internacional, inclusive como país forte, que tem posição de país líder na região e é capaz de influenciar o cone sul através do seu poder diplomático.

A Argentina é hoje uma das maiores economias da América do Sul, embora o país não se encontre em uma situação tão favorável quanto nos seus tempos áureos, o país ainda apresenta um parque industrial relativamente diversificado e com grandes possibilidades de desenvolvimento e investimento, tem importante localização geográfica na América do Sul e é um forte produtor e exportador do agronegócio, por outro lado, o mercado argentino apresenta um amplo leque de consumidores e importação. A sua entrada no grupo dos Brics traria mais um parceiro na América do Sul, a ampliação de atuação geográfica do grupo e mais um grande mercado para o desenvolvimento do comércio intra-grupo além de apresentar a oportunidade do Brasil elevar a qualidade do diálogo com o país vizinho, já que o mesmo também busca incrementar a qualidade no diálogo e nas relações com o Brasil.

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O Brics tem apresentado um diálogo de receptividade com os países periféricos e que possuem políticas ideológicas pautadas no desenvolvimento de uma maior independência frente aos poderes econômicos e militares dos Estados Unidos e União Europeia. Um exemplo disso foi o convite da Rússia oferecendo à Grécia a possibilidade do país (que estava em crise e com grandes dificuldades com a UE) para participar do Banco do Brics, instituição que tem por fim assegurar e financiar o desenvolvimento do grupo.

Para o professor João Cláudio da UERJ e para o deputado Félix Mendonça, do PDT e vice-presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Demais Países BRICS, a entrada da Argentina no grupo apresenta benefícios e interesses compartilhados para todos. O Brasil seria um aliado dos argentinos na entrada para o grupo e apoiaria o seu engajamento nas atividades dos mesmos.

Resta agora saber como os outros países do Brics vão absorver e se vão desenvolver as negociações com a Argentina e se esta, por sua vez, é capaz de trabalhar junto com o grupo mesmo com seus problemas internos e dificuldades políticas e econômicas.

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#Negócios