O grupo extremista #Estado Islâmico tomou autoria de mais um ataque contra muçulmanos xiitas na festa do Eid-al-Adha, mais conhecida como Festa do Sacrifício, festival que sucede a Hajj, peregrinação à Meca.

Alvo dos terroristas, a mesquita Balili estava recebendo para o festival um grande número — não divulgado — de muçulmanos xiitas huthis, que, atualmente detêm o poder da capital iemenita há mais de um ano.

No total, três bombas foram armadas e programadas para explodir em diferentes períodos de tempo durante, e depois da oração. A primeira bomba explodiu durante a oração, ao raiar do dia, o que causou o pânico geral dos fieis, que correram para saída, onde outro homem bomba detonou os explosivos presos ao corpo.

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Apesar da forte segurança, e revistas nos fieis, os planejadores do ataque conseguiram introduzir no edifício três cargas explosivas escondidas em roupas íntimas e sapatos, segundo o relato da policia local.

"Nós encontramos explosivos em um sapato e numa cueca abandonados no banheiro", indicou Adnane Khaled, chefe de segurança da mesquita, segundo ele, duas cargas foram neutralizadas, mas uma terceira colocada perto do "mihrab", estrutura elevada onde o imã lidera a oração, explodiu, causando pânico.

"Quando as pessoas se precipitaram para sair da sala de oração, um homem-bomba tentou forçar caminho para entrar na mesquita", disse o chefe de segurança, Khaled. "Ele foi interceptado na entrada por um guarda de segurança e se explodiu".

Foi ainda,confirmada a morte de 25 fieis, 20 no local do ataque, e 5 ao caminho do hospital.

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O El divulgou na internet um vídeo reivindicando a autoria do ataque, em uma comunicado divulgado por sites jihadistas. A própria organização terrorista divulgou o nome de um dos homens responsáveis pelo ataque, Amr al-Hadidi, alegando que, "Ele detonou seu cinto de explosivos na mesquita Balili no setor de Bab el-Yemen entre os infiéis huthis, causando muitas baixas".

A guerra dos extremistas sunitas, contra os xiitas, se dá pelo fato dos mesmos serem considerados hereges, e desde então, o El vem reivindicando vários ataques desde março contra várias mesquitas xiitas em Sanaa — capital do Iêmen, os primeiros, em 21 de março, fizeram 142 mortes e o mais recente matou mais de 30 pessoas no início de setembro.

Desde então, medidas foram adotadas pelo governo e os administradores da mesquita Balili, para reforçar a segurança para ataques terroristas, inclusive a implantação de blocos de concreto em ao redor do local de culto, para evitar a ação de carros bomba. #Terrorismo