Aylan é o bebê que foi fotografado morto em uma praia Turca. Seu corpo foi encontrado na areia e a imagem do pequeno já sem vida ganhou as principais manchetes em todo o mundo. Esta triste imagem escancarou para todo o planeta a trágica realidade dos milhares de imigrantes que tentam chegar a #Europa, fugindo da guerra, da fome e da mais completa miséria.

A foto do pequeno Aylan comoveu o mundo, ele certamente se tornou o simbolo do massacre de milhares de pessoas que buscam uma vida melhor, até mesmo além das fronteiras europeias, como era o caso da família de Aylan que tentaria chegar ao Canadá, onde vivem alguns parentes da família.

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Conforme informações obtidas junto ao portal de notícias O Globo o pedido de asilo feito por parentes da família de Aylan ao Canadá foi negado.

Aylan nasceu em meio a guerra na Síria

Quando Aylan nasceu a Síria já estava em guerra, estima-se que mais de 200.000 pessoas já morreram em uma das guerras civis mais sangrentas dos últimos anos. Infelizmente Aylan de 03 anos que era um sobrevivente da guerra, sucumbiu na tentativa de fugir da guerra e da miséria, seu irmão mais velho Galip de 05 anos e sua mãe Rehan de 35 anos também morreram tentando fazer a travessia entre a Turquia e a Grécia. Abdullah, pai do bebê foi o único sobrevivente da família.

Europa enfrenta a maior crise migratória desde a segunda guerra mundial

A #União Europeia vem fracassando na tentativa de coibir a chegada em massa dos imigrantes e principalmente em criar uma força tarefa que consiga auxiliar a centenas de milhares de refugiados que aportam todos os dias no velho mundo.

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A União Europeia vem recebendo duras críticas do resto do mundo que assiste horrorizado tamanha tragédia humana. Mas será que apenas a Europa tem o dever de ajudar a todos os que fogem da guerra e da fome? Ao que parece é preciso uma força tarefa mundial para que os países de origem destas pessoas voltem a dar segurança e condição minima de sobrevivência ao seu povo, caso contrário a tendencia é que a crise migratória continue se agravando.

Quero apenas ter o direito de enterrar minha família

Segundo apurou O Globo, junto a agências de notícias internacionais, familiares de Abdullah que residem no Canadá, receberam uma ligação dele, informando que sua família estava morta e ele desolado diante de tanto sofrimento.

Segundo declarações dos seus familiares seu único desejo é poder enterrar sua mulher e filhos na sua cidade natal Kobani na Síria. Kobani vem sofrendo duros bombardeios na guerra entre o Estado Islâmico e os militantes Curdos.

Ao que parece a guerra esta longe do fim, assim como o sofrimento de centenas de milhares de pessoas que fogem desta realidade em busca de dias melhores.

Só nos resta torcer para que a morte de Aylan que nos foi esfregada na 'cara', fazendo com que ouvíssemos o grito de socorro de um povo massacrado, não tenha sido em vão. #Crise