Nem mesmo os principais portos europeus de destino dos #Refugiados Sírios receberem tantos refugiados quanto o Brasil.

Conforme o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o Brasil historicamente é signatário dos principais tratados internacionais de direitos humanos, é parte da Convenção das Nações Unidas de 1951 que trata do Estatuto dos Refugiados, tendo assinado o protocolo de 1967, promulgou em julho de 1997 a própria lei de refúgio, a Lei número 9.474/97, a lei brasileira, inclusive, contempla a definição de refugiado estabelecida na Declaração de 1984 em Cartagena.

Completando a linha de proteção à pessoa, o Brasil, em outubro de 2007 iniciou o processo de adesão à Convenção da ONU de 1961, para Redução de Casos de Apátridas.

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O país criou o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), órgão interministerial que é presidido pelo Ministério da Justiça, lida, principalmente, com a formulação de políticas para refugiados no país, com a elegibilidade, mas também com a integração local de refugiados. A lei garante o direito aos documentos básicos aos refugiados, incluindo documento de identificação e de trabalho, e a liberdade de movimento no território nacional, garantindo o acesso aos direitos sociais e proteção de todos direitos civis.

A Resolução Normativa nº17 do CONARE facilita a entrada no Brasil de quem queira solicitar refúgio em decorrência do conflito sírio, por meio da emissão de um visto de turista válido por 90 dias.

Com tantas facilidades, as dificuldades são o desconhecimento por parte da população que busca refúgio em outros rincões, a distância transcontiental e os altos custos para cobri-la.

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Mesmo assim, segundo o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados), 2.077 sírios receberam do #Governo brasileiro, o status de refugiados, de 2011 a agosto de 2015. A agência de estatísticas da União Européia (EUROSTAT), informa que foi concedido refúgio na Grécia à 1.275 sírios; 1.335 foram acolhidos pela Espanha; 1.005 pela Itália e somente 15 por Portugal.

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez, elogiou a iniciativa do governo brasileiro, que classificou como uma "importante mensagem humanitária e de direitos humanos". Disse ainda mais, "O Brasil tem mantido uma política de portas abertas para os refugiados sírios. O número ainda é baixo, devido a localização geográfica. Mas sem dúvida se trata de um exemplo a ser seguido em nível mundial", afirmou ele. Tal política convive com o risco de receber, disfarçados de refugiados, terroristas do Estado Islâmico. Perigo que o Brasil, em nome da ajuda humanitária, prefere correr. #Guerra Civil