Walter Palmer, o dentista que causou indignação por matar o famoso Cecil o Leão, no Zimbábue, voltou à sua rotina normal na última semana.

Ele deu sua primeira entrevista dizendo que vai voltar a trabalhar e pretende ter sua vida de volta nos trilhos. O consultório de Palmer, em Bloomington, Minnesota, foi reaberto há várias semanas sem ele e agora ele está decidido a voltar ao trabalho. "Eu sou um profissional de saúde ", Palmer disse em uma entrevista. "Eu preciso voltar para minha equipe e meus pacientes , e eles me querem de volta . É por isso que eu estou de volta. " 

Em sua primeira entrevista desde o incidente, o norte-americano de 55 anos, afirmou que agiu legalmente quando matou o leão e insistiu que ficou surpreso ao descobrir que era uma das criaturas mais preciosas do Zimbábue.

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Durante a entrevista, Palmer disse a repórteres que havia matado o animal com uma flecha, mas que ele não morreu imediatamente. No entanto, ele negou que o leão ferido andou cerca de 40 horas antes de ser abatido com uma arma, alegando que o animal foi localizado no dia seguinte e morto com uma flecha.

Fora de vista

Palmer evitou aparição pública durante seis semanas, desde que foi identificado pela imprensa britânica como o caçador que matou Cecil. "Tem sido especialmente difícil para minha esposa e minha filha", disse ele à Associated Press e Star Tribune. "Elas foram ameaçadas nos meios de comunicação... eu não entendo essa humanidade que quer vir atrás de pessoas que não estão envolvidas de maneira alguma."

Acusações

Dois zimbabuanos foram acusados no caso, e as autoridades do país africano dizem que querem Palmer extraditado para enfrentar acusações. O dentista afirmou que vai cooperar, embora ele disse em uma declaração que ainda não tinha que sido contatado por ninguém sobre a investigação.

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06 de julho de 2015

Cecil era um leão amado em todo país, posava para as fotos e era uma celebridade entre locais e participantes de safaris na região de Hwange, no Zimbábue. Sua morte chocou o mundo e chamou a atenção para as caçadas legais.

Atingido por flechas, Cecil foi perseguido, encontrado ferido e, finalmente, abatido com um tiro. Depois, arrancaram-lhe a pele e a cabeça para serem guardados como troféus. Os caçadores teriam tentado destruir o colar do leão, com o aparelho que permitia a sua localização, mas não conseguiram. Grupos conservacionistas acreditam que o animal de 13 anos foi atraído para fora do parque nacional para ser abatido.  #Crime #Violência #Comportamento