A Coreia do Norte anunciou na última terça-feira (15) que reiniciou seu reator nuclear em Yongbyon e que está pronta para usar armas nucleares contra os Estados Unidos. Ele está localizado a 100 quilômetros ao norte de Pyongyang.

O anúncio veio menos de um dia depois do país dizer que estava se preparando para lançar um foguete de longo alcance. Aumentam os temores de que o líder norte-coreano Kim Jong Un queira comemorar o 70º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores dirigentes da Coreia do Norte, em 10 de outubro, com um estrondo literal.

Todas as instalações nucleares em Yongbyon, incluindo uma planta de enriquecimento de urânio e um reator de cinco megawatts, estão agora em funcionamento de acordo com um relatório do diretor do Instituto de Energia Atômica daquele país.

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Cientistas norte-coreanos foram responsáveis por melhorar de forma constante os níveis de armas nucleares, em qualidade e quantidade, conforme exigido pelo Partido, disse o relatório. Além de acrescentar que a Coreia do Norte está pronta para enfrentar a hostilidade americana com armas nucleares.

Enquanto o regime de Kim Jong-un é conhecido por suas ameaças, as declarações de terça-feira parecem ser consistentes com a interpretação de imagens de satélite recentes dos analistas americanos. O reator de Yongbyon foi fechado em 2007, em um acordo envolvendo os Estados Unidos, China, Rússia, Japão e as duas Coreias. No entanto, após a Coreia do Norte realizar seu terceiro teste nuclear em fevereiro de 2013, ela ameaçou reiniciar o reator. No relatório de terça-feira, a Coreia do Norte disse que havia de fato reiniciado sua principal instalação nuclear.

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Existem várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exigem que o país a suspenda todas as atividades relacionadas com o seu programa de mísseis balísticos e restabeleça uma moratória sobre os lançamentos de mísseis. As Nações Unidas já exigiram, anteriormente, a suspensão de forma completa e irreversível do programa de mísseis de longo alcance da Coreia do Norte, mas sem serem acatados.   #Europa #Crise #EUA