Essa semana, o mundo conheceu a triste história de uma #Família de sírios que teve seu pedido de refúgio negado pelo Canadá, e tentava entrar na Europa ilegalmente para fugir dos horrores praticados pelo Estado Islâmico.

Abdullah estava em um bote com mais dezessete pessoas, dentre eles sua esposa e seus dois filhos (de cinco e três anos de idade). Em meio ao mar, o bote não suportou tanto peso e virou de ponta cabeça, ficando por cima dos imigrantes. Outro bote nas mesmas condições também acabou virando naquele momento. Abdullah estava com os dois filhos no colo quando o acidente aconteceu. Em meio ao desespero para sobreviver, o pai tentou agarrar os dois filhos, mas não conseguiu, pois estavam afundando.

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O pai não desistiu de tentar puxar os dois meninos para fora da água, mas ambos ficaram muito tempo embaixo da água. Então Abdullah notou que o menino mais velho, Galip, já estava morto e então tentou salvar o mais novo, que gritava pedindo por favor, para que o pai não morresse.

A luta do sírio continuou quando viu que o pequeno Aylan também não tinha suportado ficar tanto tempo sem respirar embaixo da água. Quando Abdullah olhou para o lado, viu sua esposa flutuando sobre a água, já morta.

A triste história só foi conhecida porque o pequeno corpo de Aylan e de uma menina um pouco mais velha apareceram em uma praia da Turquia. O corpo do menino foi fotografado e as imagens repercutiram em todo o planeta em poucas horas. A morte dessa família e de tantas outras alertou o mundo sobre a urgência em se facilitar a entrada de imigrantes nos países vizinhos.

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Após o ocorrido, o Canadá ofereceu refúgio para Abdullah, mas muito ferido pela perda recente, ele não quis aceitar. Abdullah enterrou os filhos e a mulher e perdeu as forças para lutar. Para ele, seu mundo desabou e não há mais motivos para lutar e fugir, pois o que ele mais queria proteger não existe mais.

Esse ano, milhares de imigrantes foram resgatados em alto mar e outros morreram quando seus barcos e botes viraram. Atualmente, o grupo terrorista #Estado Islâmico tomou conta de metade do território sírio, bem como do Iraque. Aos que se encontram nas regiões dominadas pelos jihadistas lhes são impostas algumas “alternativas”: se converter ao islã, pagarem um alto preço para continuarem vivendo no local, serem mortos ou fugirem. Milhares tem fugido do país, mas idosos, deficientes e pessoas muito pobres acabam ficando em suas vilas, podendo ser executados a qualquer momento. Além disso, o EI treina crianças para serem combatentes e violenta mulheres, desde a infância até a terceira idade. #Terrorismo