Desde que “rebentou” a #Crise migratória dentro da #União Europeia que o presidente húngaro, János Áder, prepara um plano para bloquear as fronteiras com os países que não pertencem ao Espaço Shengen. Ao longo das últimas semanas foram erguidas vedações, com arame farpado, ao longo de toda a fronteira húngara com a Sérvia, com o propósito de impedir a entrada dos imigrantes ilegais e dos refugiados que fogem de países como o Afeganistão, a Síria e a Líbia, para países como a Alemanha e a Suécia.

Recentemente as reações violentas, dentro da União Europeia, têm vindo a ganhar uma maior expressão. Desde incêndios e manifestações na Alemanha até ao recente homicídio de 71 migrantes, na fronteira entre a Hungria e a Áustria, por toda a #Europa a oposição à recepção de migrantes tem aumentado.

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Mesmo entre os membros da União Europeia surgem argumentos de discórdia relativamente à recepção destes migrantes. As críticas à recusa de alguns membros em receber refugiados são cada vez mais numerosas, chegando ao ponto de ser sugerida a redução dos apoios recebidos por estes países. Também são comuns as acusações de que alguns Estados estão a deixar os imigrantes ilegais e refugiados atravessar o seu território, sem dificuldades, uma vez que o destino é outro Estado e assim o país, que está a ser atravessado, não tem grandes problemas.

Durante este final de semana, as tão criticadas barreiras de arame farpado foram essenciais para a detenção de 8.792 migrantes que procuravam sair da Sérvia e entrar no Espaço Shengen, sendo os seus destinos eram a Áustria e a Alemanha. Mesmo assim as críticas a estas barreiras não param de surgir.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, defendeu a existência de outras soluções que respeitam os direitos humanos, sendo uma delas a reforma do sistema de distribuição de refugiados e migrantes pelos membros da União Europeia.

Após uma semana onde cerca de 10.000 migrantes conseguiram passar pela Hungria, mais de 8.000 são interceptados e isto falando apenas de migrantes que já se encontram em solo europeu, uma vez que, também durante o fim de semana, mais de 700 migrantes foram interceptados pela Grécia, quando tentavam chegar à sua costa, após a perigosa travessia do Mar Mediterrâneo.