Fidel Castro ex-presidente de Cuba em sua 1.ª visita aos #EUA em 1959 (ano em que a revolução de Cuba teve triunfo) disse que “a população da China está aprendendo inglês; a Rússia está estudando inglês e quanto a nós, estamos estudando russo”, ou seja, o próprio líder cubano concordou em estar errado por não ter incentivado o aprendizado do inglês nas instituições de ensino cubanas. Tanto que no final de agosto/2015, durante um encontro com universitários, José Ramón Machado que é membro do Birô Político do Partido Comunista, afirmou que "é imprescindível” recuperar o tempo perdido no aprendizado da língua inglesa pelos habitantes de Cuba e se podemos fazê-lo hoje, não deixemos para amanhã”.

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Com o reinício da diplomacia entre cubanos e norte-americanos, os idiomas foram colocados rapidamente em seus devidos patamares na ilha. Como assim? Primeiro se têm a língua de Shakespeare (inglês) no ano letivo iniciado em 09/2015 e só depois o russo, que se sobrepunha a qualquer outro idioma nos anos 70, isto óbvio, graças a ex-União Soviética, na época o principal parceiro cubano.

Ainda o rápido incremento das relações de Cuba e Estados Unidos por meio do turismo em massa, estudantes, professores, intelectuais, artistas, empresários e outros representantes de ambas os países que promovem o intercâmbio nas visitas recíprocas, consolida o inglês como a língua universal de comunicação. O recitar poemas de Pushkin em russo pelos estudantes cubanos; ver e ler, filmes e livros respectivamente, em russo e falar russo por falar, não traz os benefícios econômicos que a aproximação com os EUA promete assegurar a ilha.

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Em 17/12/2014, quando Barack Obama e Raul Castro homologaram a dinâmica da regularização diplomática dos dois países, tudo em Cuba mudou e até os professores particulares de inglês se multiplicaram. Observadores internacionais afirmam que a “velha raposa norte-americana” não se desapercebeu que o inglês pode ser uma forma inteligente, pacífica e rentável de ser onipresente em toda a Cuba.

Há muitos cubanos poliglotas devido à política externa do país na Ásia, na África e com ex-países comunistas. Alguns falam alemão, outros falam búlgaro, romeno, sérvio, suaíli, tudo fruto da outrora política de Cuba, mas ter a língua inglesa promovendo negócios, cultura e estilos de vida, vem ao encontro dos anseios dos mais jovens e necessidades impostas pela globalização. Conhecimento não ocupa espaço, mas se faz prudente, observar e entender um pouco mais, os reflexos deste fenômeno de “amizade” entre governos até então inimigos. #Escola #Comportamento