Nos últimos meses, o mundo todo passou a voltar os olhos para o que acontece no Oriente Médio, especificamente, tentando adivinhar qual seria o próximo passo do grupo terrorista que passamos a conhecer como #Estado Islâmico. Através das ações do grupo extremistas, o mundo passou a ver os árabes como pessoas impiedosas, afetadores de hegemonias, desumanos e violentos. Porém, nem todo árabe é muçulmano, e nem todo muçulmano é árabe, e principalmente, nem todo muçulmano é terrorista. 

Segundo o portal Terra, com o surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico, foi colocado em pauta o tipo de doutrina muçulmana que essa organização seguia, e surpreendentemente, foi relatado que seus costumes e seguimentos eram parte da maioria sunita do islamismo.

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Apesar do uso do extremismo religioso, os combatentes do Estado Islâmico seguem a partir do preceito de que, o sogro de Maomé, Abu Bakr, tenha sido o primeiro califa, assim como líder espiritual de todo o povo. Foi assim que ficou estabelecido que, os califas deviam ser escolhidos com base em seus méritos, excluindo a eleição por laços de sangue. Já os xiitas, não acreditavam na liderança de Omar, por não ter laços de sangue com o profeta Maomé, e sim de Ali, primo e genro de Maomé. E foi assim que surgiu a guerra de preceitos e idéias entre as duas vertentes do islamismo.

O El surgiu da organização terrorista Al-Qaeda, porém, é tida como uma vertente muito mais violenta e radicalista do grupo, e tem como principal base a Charia — o direito islâmico — que, diferente do que muitos pensam, não dá justificativa ao terrorismo, à coerção religiosa por meio da violência, e muito menos o ódio contra o pensamento ocidental.

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Mas, isso se dá, através da má interpretação do código de leis, e dos costumes religiosos, assim como acontece também em meios cristãos, só que não de formas tão radicais.

Os xiitas condenam os sunitas por não seguirem o um califa com laços de sangue do profeta Maomé e sua aceitação do pecado ocidental — o capitalismo — sendo assim seu maior inimigo os Estados Unidos da América, símbolo do capitalismo mundial. Os sunitas, no geral, não são violentos ou extremistas, por isso são constantemente repreendidos pelos xiitas.

Recentemente, o jornalista Patrick Cockburn, alegou que uma das fontes econômicas da organização se dá através do financiamento dos países do Golfo, para que a organização combata os xiitas presentes nos países, e com isso, a população tem sofrido ataques violentos do grupo radicalista, sendo o mais recente no Iêmen, que deixou 25 mortos, numa mesquita xiita. #Opinião