O encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da #China foi aberto na sexta-feira (25) com uma salva de 21 tiros e contou mais tarde com um jantar de estado. A visita do premiê chinês vem num momento em que as duas grandes potências estão tentando encontrar setores de cooperação em questões como o clima e o terrorismo.

ESPIONAGEM

O presidente Barack Obama disse que a China e os Estados Unidos haviam concordado em trabalhar para “evitar mal-entendidos militares e desistir da cyber-espionagem para ganhos comerciais. No entanto, o esforço diplomático também está envolto em crescentes tensões sobre temas, incluindo reivindicações territoriais da China e a cyber-espionagem que alimentaram temores de que os dois países estão destinados a uma nova era de confrontação.

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"Mesmo que nossas nações cooperam, creio eu, e eu sei que você irá concordar, que devemos resolver as nossas diferenças com franqueza", disse Obama a Xi Jinping. O líder chinês, falando através de um intérprete, disse a Obama que ambas as nações “precisavam respeitar os interesses e as preocupações uns dos outros, levando em consideração suas diferenças e divergências".

Obama anunciou um acordo, segundo o qual, os dois lados concordaram em não realizar a cyber-espionagem um contra o outro, mas alertou que ele ainda estava pronto para impor sanções contra entidades chinesas que, comprovadamente, tenham participado em tal atividade - uma ameaça que ofuscou o período preparatório para o acordo de cúpula.

"Eu sinalizei que ele tem que parar", disse Obama. "O que eu disse ao presidente Xi e o que eu digo ao povo americano é que as palavras devem ser seguidas de ações.

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E nós estaremos observando cuidadosamente para fazer uma avaliação para saber se foram feitos progressos nesta área".

TENSÕES MILITARES

Obama e Xi também discutiram o aumento das tensões regionais na Ásia, provocados pela construção de instalações militares americanas em ilhas artificiais e recifes nos mares ao sul da China. "Nós concordamos em novos canais de comunicação para reduzir o risco de erros de cálculo entre as nossas forças armadas", disse Obama.

O acordo também diz que aeronaves que voam no espaço aéreo internacional têm o direito de defender-se, mas devem respeitar os direitos do outro lado também.  

Na quarta-feira (23) um funcionário do governo norte americano, pedindo que sua identidade não fosse revelada, informou a uma agência internacional de noticias que dois caças chineses se aproximaram perigosamente de outro avião espião americano, que sobrevoava no espaço aéreo internacional sobre o Mar Amarelo. O incidente ocorreu no dia 15 de setembro, quando os caças chineses interceptaram uma aeronave de espionagem e cruzaram sua rota.

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O TIBET

Obama também mencionou o nome do líder espiritual do Tibete - que é considerado pela China como um separatista. "Mesmo nós reconhecemos que o Tibete faz parte da República Popular da China, mas nós continuamos a encorajar as autoridades chinesas para preservar a identidade religiosa e cultural do povo tibetano, e incentivamos para que inclua também nessa identidade cultural e religiosa o Dalai Lama e os seus representantes".

Xi disse que estava disposto a ter um diálogo sobre direitos humanos com os Estados Unidos, mas como é habitual com os líderes chineses, ele apontou que o conceito de direitos humanos foi visto de forma diferente em Pequim. "Temos de reconhecer que os países têm diferentes processos e realidades, que temos de respeitar as pessoas de todos os países o direito de escolher o seu desenvolvimento histórico e cultural de forma independente”.

ECONOMIA CHINESA

E com os olhos do mundo sobre a economia da China, em meio a temores de que uma desaceleração possa afetar o mercado de ações e levando o mundo a uma recessão, Xi prometeu uma "política fiscal proativa e uma política monetária prudente" para restabelecer taxas de crescimento de cerca de 7%. #EUA #Blasting News Brasil