Após duas semanas de vôos para reconhecimento, a França anunciou esta tarde (27) que realizou ataques aéreos contra as bases conhecidas do grupo terrorista #Estado Islâmico, na Síria.

"Vamos atacar cada vez que nossa segurança nacional estiver em jogo", disse o escritório do presidente francês.

No inicio do mês, Hollande afirmou que não enviaria tropas francesas à Síria para que o governo ditador de Bashar-al-Assad não se fortalecesse. No entanto, o crescente número de refugiados sírios, e outros oriundos do Oriente Médio, fez com que o governo francês voltasse atrás em sua palavra, após a crise de imigrantes que, hoje afeta não só a França, mas também toda a Europa.

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Em coalizões lideradas pelos Estados Unidos, os ataques coordenados e planejados há duas semanas, ocorreram nessa madrugada de sábado para domingo, disse o gabinete francês.

O crescente número de refugiados em solo francês preocupou o governo e a inteligência francesa, que já afirmavam estarem prontas para atacar a El em solo sírio. Porém, o que engatilhou a atitude do governo foram as evidencias que o grupo já estava preparando ataques terroristas em solo francês.

O presidente francês, que foi para os EUA para a Assembléia Geral da ONU, também destacou a importância de procurar uma solução política para a Síria.

"Mais do que nunca, a urgência está colocando em prática uma transição política, incluindo elementos da oposição e do regime de Assad", disse Hollande.

Contudo, a França se manteve neutra nas decisões tomadas sobre o governo sírio, e apesar das coalizões com o governo estadunidense, o governo francês anunciou que irá bombardear a Síria independentemente.

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Hollande já havia declarado em 7 de setembro, após a divulgação das chocantes imagens do menino sírio Aylan Kurdi, que a França estava pronta para agir contra o Estado Islâmico.

Em sua declaração neste domingo, Hollande disse que "as populações civis devem ser protegidas contra todas as formas de violência, desde o Estado Islâmico até os bombardeios assassinos de Bashar-al-Assad".

Agora, o mundo todo espera a resposta do Estado Islâmico com a mesma ansiedade que espera a próxima manchete de Charlie Hebdo.

 

  #Terrorismo #Ataque