A agência ambiental americana começou a investigar a montadora alemã Volkswagen após o governo dos Estados Unidos acusar a marca de adulterar resultados em testes de poluentes em 500 mil veículos. O que gerou a desconfiança foi a diferença entre os níveis de emissão obtido em testes oficiais e o de testes de rodagem. E ao fim das investigações ficou comprovado que a montadora usava um software para controlar a emissão de poluentes no momento em que os carros passavam por vistoria. Entre os modelos que possuem esse dispositivo estão: Jetta, Beetle, Golf, Passat e o Audi A3 - todos fabricados entre 2009 e 2015.

A Volkswagen veio a público falar sobre o caso no domingo passado (20), por meio de um vídeo, onde o presidente executivo da montadora Martin Winterkorn pede desculpas, mas alega que não tinha conhecimento da fraude.

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O escândalo foi tão grande que o agora ex-presidente não resistiu à pressão e renunciou ao cargo. Winterkorn, de 68 anos, estava à frente da empresa desde 2007. A renúncia aconteceu nesta quarta-feira (23), uma semana após o escândalo vir à tona.

Após admitir que 11 milhões de veículos a diesel espalhados pelo mundo saíram da montadora com um software instalado para manipular a emissão de gases tóxicos, a Volkswagen afirma que já reservou 6,5 bilhões de euros, para consertar os carros e arcar com as possíveis despesas geradas por multas, provenientes de punições.

Apesar de assumir o erro, a montadora não tem fornecido esclarecimentos satisfatórios, e não informou quais são todos os modelos e marcas que foram adulterados. Apenas informou que eles utilizam o motor EA 189. Aqui no Brasil, o único carro vendido pela Volkswagen com motor a diesel é a picape Amarok, porém a montadora Volkswagen do Brasil não respondeu se o modelo está envolvido.

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O Ministério dos Transportes da Alemanha negou que tivesse qualquer conhecimento sobre a fraude, mas confessa que sabia que havia uma diferença entre os testes feitos pela montadora e emissões nas ruas. E após ser duramente criticado por membros do Partido Verde, o ministério emitiu uma nota onde afirma que estando agora cientes do problema, tomaram as medidas necessárias para torna as regras mais rígidas. #Automobilismo #Sustentabilidade #Organização Mundial de Saúde