A principal porta de entrada para a #Europa Central foi fechada nessa terça-feira (15), quando a Hungria fechou a sua fronteira para refugiados, montando uma barreira de 160 quilômetros com arame farpado.

Cerca de 150 migrantes desesperados, que tentavam transpor a barreira escondidos, foram presos. Em poucas horas, uma cidade de tendas brotou do lado sérvio, em outro ponto de inflamação potencial da miséria e da raiva. A partir de um posto avançado húngaro, um alto-falante em árabe anunciava o fechamento da fronteira.

Milhares de homens, mulheres e crianças - muitos da Síria e do Iraque, devastados pela guerra - foram correndo para chegar à Europa Ocidental antes que seu caminho fosse bloqueado por controles fronteiriços mais rigorosos.

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As autoridades húngaras declararam estado de emergência em dois municípios que fazem fronteira com a Sérvia, o que permitiria ao parlamento enviar tropas para ajudar a polícia e as autoridades locais. Novas regras também serviram para colocar as redes de contrabando em aviso prévio, aumentando as penas de prisão por tráfico de seres humanos.

Mesmo aqueles que conseguiram passar através da fronteira húngara viram suas opções se tornarem escassas. Na estação central de Viena, muitos estavam aguardando os ônibus e trens cancelados serem liberados para partirem em direção à Alemanha, cuja economia e programas sociais atraem muitos requerentes de asilo. O Ministério do Interior da Áustria disse que o país estava ficando sem abrigo, com 19.700 de 20.000 camas cheias.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro Viktor Orban empossou 860 novos policiais de fronteira em uma cerimônia na Praça dos Heróis de Budapeste e prometeu defender o seu país e sua cultura.

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Neste mesmo dia, quase 10 mil imigrantes e refugiados atravessaram a fronteira para a Hungria, um recorde em um único dia. O porta-voz do governo, Zoltan Kovacs, disse a repórteres que a Hungria teria que criar novos locais para alojar os requerentes de asilo, enquanto os seus pedidos são processados.

Na cidade fronteiriça húngara de Röszke, centenas de refugiados fizeram um protesto pacífico, sentando-se na estrada e segurando cartazes dizendo que iriam recusar comida e água até que eles fossem autorizados a continuar sua jornada para a Alemanha. #Blasting News Brasil #Crise migratória