Autoridades húngaras fecharam a principal estação de Budapeste para refugiados e imigrantes, tentando evitar que se repetissem os momentos caóticos que ocorreram na semana passada, quando várias pessoas que estavam acampadas do lado de fora, há semanas, de repente foram autorizadas a sair para a Áustria e a Alemanha, sem controle de visto.

O fechamento da estação foi completo. Todos os trens para o oeste foram impedidos de sair. A polícia, usando capacetes e cassetetes, cercou a grande estação de Keleti e forçaram a saída das dezenas de refugiados que estavam dentro do local. Um porta-voz do governo disse que a Hungria estava tentando fazer cumprir a legislação da UE, que exige que qualquer pessoa que deseje viajar no espaço Schengen deva possuir um passaporte válido.

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O fechamento para os refugiados e imigrantes pareceu motivado em parte pela pressão de outros países da UE que tentam lidar com as chegadas provenientes da Hungria. Centenas de pessoas protestaram fora da estação, exigindo que a estação seja reaberta e eles sejam autorizados a viajar para a Alemanha.

Na semana passada, houve cenas caóticas nas estações ferroviárias da Alemanha. Cerca de 2.000 refugiados e imigrantes chegaram de trens provenientes da Hungria durante a noite. A polícia, nas estações de Munique e Rosenheim, escoltou os passageiros, maioria vindos da Síria, mas também do Iraque, Afeganistão e Eritreia. Exaustos e desidratados depois de viagens longas, eles foram levados para centros de acolhimento em todo Bavária. O ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, salientou que nenhum dos refugiados da Síria seria enviado de volta à Hungria, como seria habitual sob as regras da UE, mas, ao invés disso, seriam enviados para centros de acolhimento.

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Angela Merkel, a chanceler alemã, disse que a Alemanha poderia lidar com os números, mas na terça-feira ela voltou a sublinhar a necessidade de uma distribuição mais justa dos refugiados em toda a UE. Ela fez seus comentários durante uma conferência de imprensa conjunta em Berlim com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, na qual o principal tema foi a crise migratória. #Crise #União Europeia #Crise econômica