Neste domingo (6) o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou que teve início a construção de uma cerca entre #Israel e a Jordânia. O objetivo é evitar uma invasão de imigrantes sírios e africanos. Segundo Netanyahu, “uma onda de imigrantes ilegais e militantes terroristas” poderia afundar Israel.

Antes que viessem à tona as críticas pela questão humanitária, o primeiro-ministro de Israel declarou que o país é muito pequeno e não tem capacidade de absorver os refugiados. Quatro milhões de sírios já deixaram o país desde o começo da guerra civil em 2011, porém até o momento nenhum tentou asilo em Israel.

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Um país cercado

A cerca que começa a ser construída para separar Israel da Jordânia não é a única demarcação física das fronteiras israelenses. Na divisa com o Egito, desde 2013 já existe uma cerca com 240 quilômetros de extensão, que impede a entrada de africanos no país. Também nas Colinas de Golã, território anexado por Israel em 1967, há uma outra cerca que, de acordo com Netanyahu, será reforçada.

Além das cercas, as divisas territoriais de Israel são protegidas por muros na Faixa de Gaza e nas fronteiras com o Líbano e com a Síria.

A nova cerca terá 30 quilômetros de comprimento e começa a ser erguida em Eilat, no litoral do Mar Vermelho, devendo chegar até a cidade histórica de Timna.

Os constantes conflitos de Israel

Criado em 1948, Israel vive até hoje em constante tensão com seus vizinhos.

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Logo depois de sua criação, enfrentou a primeira guerra, quando foi invadido pelo Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque. Por duas vezes, em 1978 e 1982, esteve em guerra contra o Líbano. Mas não apenas as guerras são motivo de preocupação. As ameaças de invasão e de ataques terroristas, causam medo e incentivam o cercamento do território.

A oposição discorda 

Isaac Herzog, que é líder do principal partido de oposição, fez um apelo para que o governo aceite refugiados dos combates na Síria, mas Netanyahu alega que Israel “não tem alcance demográfico nem geográfico” para tal. Segundo ele, o país não é indiferente à tragédia que ocorre na Síria e informou que os feridos na guerra civil são tratados em hospitais israelenses desde 2011. Para o premiê, aceitar os refugiados afetaria o equilíbrio do Estado judeu, que hoje tem uma população de pouco mais de oito milhões de habitantes, sendo cerca de um milhão e meio de árabes.

Com o firme propósito de construir a cerca, Benjamin Netanyahu afirmou: “Precisamos ter o controle de nossas fronteiras contra imigrantes ilegais e terroristas”.