Indignação. Esta é palavra que tomou conta da opinião pública mundial, após a publicação de charges, pelo jornal francês, de tiragem semanal, Charlie Hebdo, no qual o mesmo faz sátiras, tidas até então, de mau gosto, sobre a morte do garoto sírio Aylan Kurdi, de 3 anos. O menino morreu afogado, quando a família síria tentava atravessar o mar mediterrâneo, fugindo da violência de seu país, esmagado pela violência religiosa. 

As imagens tomaram conta das redes sociais e os milhões de internautas ficaram indignados com a atitude de tal periódico. Na primeira caricatura, aparece a imagem de um menino, semelhante a Aylan, deitado de bruços em um local que parece uma praia.

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Acima está um frase em francês, que traduzindo, quer dizer: "Tão perto do objetivo". Ao lado deste frase, aparece um cartaz com uma figura de um palhaço, que lembra os anúncios da famosa rede de fast food McDonald´s e novamente uma frase de natureza grotesca que, novamente, traduzindo para o português, diz: "Promoção! Dois menus infantis pelo preço de um".

A segunda publicação do tablóide mostra a imagem desenhada de um homem, de barba e roupas longas, de braços abertos e que caminha sobre uma espécie de mar, ou coisa semelhante, de braços semi abertos e estendidos ao longo do corpo. Na mesma caricatura, vê-se uma figura que se assemelha a alguém que esteja afundando nesta espécie de mar, de cabeça para baixo, somente com as pernas para fora da água. Lê-se então na imagem duas frases, em francês, que signficam: "Cristãos andam sobre as águas".

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" Crianças muçulmanas afundam".

Novamente, o jornal francês volta a ser notícia, após sofrer um ataque de terroristas islâmicos, em sua redação. Neste atentado, foram mortos 12 funcionários da redação do mesmo. Este episódio aconteceu em janeiro deste ano e comoveu a opinião pública mundial. O jornal é conhecido por atacar insistentemente a religião muçulmana e ridicularizar os seus símbolos tidos como sagrados por seus seguidores.

O responsável pela elaboração das charges é Laurent Riss Sourisseau, sobrevivente ao atentado contra a sede do folhetim francês. A publicação das sátiras na internet foi o suficiente para que o jornal fosse acusado de promover a xenofobia. Nas redes sociais, as críticas são intensas e o episódio foi comentado pelos internautas como uma atitude ofensiva ao fato que comoveu e chamou a atenção da opinião pública mundial.

Por conta deste fato, os milhares de leitores lançara na rede mundial de computadores a hashtag #JeNeSuisParCharlie, cuja tradução quer dizer "Eu não sou Charlie", em oposição a outra que foi criada durante o ataque terrorista ao jornal e que repudiava o atentado terrorista. Esta possuía a seguinte inscrição #JeSuisCharlie ("Eu sou Charlie"). #Crise #Estado Islâmico #Comportamento