O número oficial de pessoas mortas durante peregrinação religiosa de mulçumanos na Arábia Saudita, nesta quinta-feira (24), subiu para ao menos 720. Fontes oficiais do Ministério de Defesa disseram que os feridos já ultrapassam 1,3 mil, entre escoriações e casos gravíssimos.

O incidente ocorreu durante uma confusão na região de Mina, na parte externa dos limites sagradas da cidade de Meca, quando as vítimas foram pisoteadas durante uma fuga desordenada.

Grupos de voluntários e equipes locais prestam auxílio para encontrar parentes das vítimas. Um trabalho difícil, de acordo com Organizações Locais Não-Governamentais, já que grande parte dos peregrinos viajam sozinhos e sem acompanhantes.

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Os feridos que necessitaram de maiores cuidados médicos foram levados para os hospitais mais próximos.

Confusão

Segundo Ahmed al-Rouhr, voluntário na Cruz Vermelha “várias pessoas se perderam de seus acompanhantes e familiares durante a confusão, a maioria mulheres idosas. No momento, agências locais e não-governamentais trabalham para facilitar esse reencontro.”

Até o momento não foram divulgados os motivos que teriam provocado a confusão em Mina. Segundo informações não-oficiais, uma suspeita de bomba no local teria provocado a correria - gritos em prol do Estado Islâmico foram ouvidos no momento. Outra explicação seria o estreitamento da passagem na área, o que teria aumentado o fluxo de pessoas, levando ao incidente.

O Hajj é o último dos cinco pilares do islamismo, e seguidores devem realizar a peregrinação anual pelo menos uma vez na vida, se tiverem saúde e condições financeiras.

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Tragédias

No dia 11 de setembro, quase duas semanas antes do início da peregrinação à Meca, conhecida como Hajj, um desabamento na Grande Mesquita matou 112 pessoas e deixou dezenas de feridos. Imagens e vídeos na internet mostram peregrinos carregando pessoas cobertas de sangue, entre elas várias crianças.

Em 2006, pelo menos 400 peregrinos foram mortos enquanto participavam da cerimônia de apedrejamento do diabo, ritual que se inicia, nesta quinta-feira, em Mina. Desde então, as equipes responsáveis pela organização do evento têm trabalhado para aumentar a segurança e facilitar o fluxo dos peregrinos, mas os problemas persistem, em especial para aqueles com necessidades especiais.

A maior tragédia registrada aconteceu em 2 de julho de 1990, quando 1.426 peregrinos, a maioria asiáticos, morreram pisoteados dentro de um túnel que levava a locais sagrados em Meca. Segundo autoridades, a maioria morreu asfixiada após a ventilação do túnel ter parado de funcionar. #Terrorismo #Religião