A destruição e o medo que o Estado Islâmico tem causado há milhões de pessoas, têm gerado a morte de muitas famílias que fogem clandestinamente para outros países a fim de não serem mortas. Nessa sexta-feira (4), 220 pessoas escaparam da morte no Mar Mediterrâneo graças a uma embarcação brasileira.

A notícia foi dada pela própria Marinha Brasileira, que afirmou ter resgatado os imigrantes do mar. O navio utilizado para o resgate faz parte da Força Tarefa Marítima das Nações Unidas no Líbano (conhecida pela sigla UNIFIL), do qual o Brasil é o mais ativo na região.

O comunicado oficial ainda destacou que a Corveta Barroso viajava do litoral carioca para o Líbano, onde substituiria a Fragata União, que faz parte da Missão de Paz da ONU.

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O navio brasileiro era a embarcação que se encontrava mais próxima do barco com centenas de imigrantes, que corria o risco de afundar a qualquer momento.

O navio brasileiro estava a 270 km da costa da Sicília, Itália, quando recebeu um pedido das autoridades locais via rádio para resgatarem uma embarcação ilegal com imigrantes nas proximidades da Grécia. Após ser encontrado, constatou-se que o barco possuía cerca de 400 pessoas que fugiam da situação de guerra decorrente do domínio do Estado Islâmico. Além da Corveta brasileira, duas embarcações italianas ajudaram no resgate.

A Corveta Barroso resgatou noventa e quatro mulheres, oitenta e cinco homens, quatro bebês e trinta e sete crianças. A maior parte dos resgatados estavam muito debilitados por conta da fome e situações precárias em que estavam vivendo desde a fuga.

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Ainda não foi divulgado a origem dos imigrantes resgatados. O assunto já tomou conta dos noticiários da mídia internacional e os resgatados foram levados para um porto italiano localizado na Catania. O resgate total dos imigrantes durou quase quatro horas.

Desde o começo do ano milhares de pessoas morreram tentando entrar em outros países pelo mar. Os que fogem de seus países por medo da morte são chamados de imigrantes por não terem pedido o refúgio em outros países ou terem o pedido negado pelas autoridades das respectivas nações pleiteadas. Mas de uma forma geral, todos se enquadram na condição de refugiados de guerra. #Terrorismo #Crise #Estado Islâmico