A globalização da sociedade mundial implica em benefícios as pessoas, mas também em muitos malefícios nos seus mais diferentes aspectos. Algo claro que atesta este fato é o aumento do gasto militar em escala global. Enfim, em qualquer lugar do mundo se um país ou mesmo um grupo armado, declara uma guerra a alguém ou rebela-se contra um ideal, isto provoca automaticamente a corrida armamentista da desconfiança.

Que o digam os casos da guerra separatista na Ucrânia; rusgas de fronteira entre Colômbia e Venezuela; o mesmo com as duas Coreias e também os movimentos terroristas internacionais como as FARC, Boko Haram e #Estado Islâmico (EI).

Conforme o SIPRI Military Expenditure Database, que é o relatório anual editado pelo Stockholm International Peace Research Institut (SIPRI), responsável em pesquisar os conflitos mundiais, aparatos bélicos e controle dos mesmos,  foram gastos US$ 1,8 trilhões para as despesas militares só no ano de 2014.

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O SIPRI revela que os países que mais gastaram em armas foram: EUA, China, Rússia, Arábia Saudita, França, Reino Unido e outros, mas muitas vezes, nem todo um gigantesco aparato militar ou tecnologia de guerra de ponta de uma nação, são fatores que sozinhos decidem uma disputa.

O grupo terrorista de raiz sunita Estado Islâmico é um exemplo clássico disto. Na medida em que os terroristas querem dominar o Oriente Médio e manter pontos de conexão em solo europeu e outros locais, orientados pelo terror e marketing, as grandes potências vêem a necessidade de apoiar logisticamente grupos étnicos rivais menores seja por meio de armamentos, treinamento e dinheiro.

É o que os países “democráticos aliados” estão fazendo neste momento ao “socorrer” o povo curdo para que este seja mais uma força local que auxilie na destruição gradativa do EI.

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Inclusive na semana de 07/09 a 11/09/2015, os Peshmerga (tropas curdas do Iraque, que traduzido significa “aquele que vai ao encontro da morte”) intensificaram os ataques ao EI, tendo jornalistas internacionais nas suas fileiras que percorreram com os combatentes curdos mais 1.000 kms. e filmaram o recuo dos terroristas em franco combate – tudo isto com armas e dinheiro, principalmente dos EUA.

Outro combustível importante nesse conflito, é que os curdos lutam pela (re) conquista do seu território, por um ideal libertário que formaria o seu próprio país. Na empreitada jornalística, foram observados em combate, homens e mulheres curdos de várias idades e condições sociais com faixa etária de 20, 30, 50 anos ou mais, já que a estratégia do uso por parte dos terroristas dos homens ou carros bombas e a fixação do EI em locais com alta concentração de civis para que os habitantes se transformem em escudos humanos se for “necessário”, vigora a pleno vapor.

Através do treinamento militar do Ocidente, os Peshmergas para evitar baixas, resolveram estruturar e fortificar melhor suas localizações ao redor da represa de Mossul; também abriram pequenos caminhos nas rochas até Bakhdida; erigiram uma edificação fortificada em zona estratégica de Kirkuk e finalmente protegeram os picos rochosos de Zartak, onde nas suas planícies cavaram trincheiras de até 10 metros de largura, visando parar os caminhões e tanques suicidas.

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#Terrorismo #Violência