A secretária da ONU para o Clima, Christiana Figueres, declarou na segunda-feira (31/08) que a Organização não possui dinheiro suficiente para organizar a próxima sessão de negociações, prevista para outubro em Bonn, na Alemanha, e a COP21, conferência do clima em Paris, durante o mês de dezembro. Ao todo, 195 países são esperados para o evento na capital francesa, onde a expectativa é concluir um novo acordo para solucionar a #Crise climática internacional.

Figueres divulgou a situação ao abrir a penúltima sessão de negociações, que também teve início na segunda-feira (31/08) em Bonn. “Lamento informá-los que temos um déficit de 1,2 milhão de euros (1,3 milhão de dólares) apenas para cobrir as sessões previstas no calendário", alertou a secretária.

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Ela ainda solicitou que "os países que possam contribuir que o façam". 

Durante as sessões de negociações, representantes dos países discutem os pontos-chave para a assinatura de um acordo climático na França, com o objetivo de regular as emissões de dióxido de carbono na atmosfera nos próximos anos. Até o momento, o documento é nomeado como Acordo de Paris

Texto resumido

Durante o mês de fevereiro, em Genebra, o texto original para a conferência de Paris começou a ser elaborado. Com 85 páginas, o documento foi considerado inviável para um acordo que abrange vários países, e desde então vem sendo resumido em três partes: conteúdo essencial, elementos que complementam o acordo (a exemplo da redução da emissão de gases de efeito estufa antes de 2020) e assuntos fundamentais para 2050 (ressarcimento dos países ricos às nações pobres em virtude das mudanças climáticas impossíveis de adaptar-se). 

O objetivo é afinar o documento antes da Conferência de Paris, para que a COP21 resulte em um acordo eficaz.

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Segundo o analista sênior de clima da organização WWF, Mark Lutes, “Quem quer substância em Paris vai querer fazer as coisas rápido”. 

Clima político

Recentemente, a mobilização em torno da crise climática passou a abranger novos segmentos da sociedade civil internacional. Os líderes religiosos do catolicismo, judaísmo e islamismo alertaram os seus seguidores sobre a necessidade de impedir o aumento da temperatura no planeta. Em julho deste ano, Brasil e Estados Unidos decidiram produzir energia elétrica com 20% de fontes renováveis.

Mobilização

No dia 27 de setembro, será realizado o “Paris sem Carro”, iniciativa que busca chamar a atenção para a poluição nas grandes cidades. A concentração de automóveis nos centros urbanos é uma das causas da emissão de dióxido de carbono na atmosfera.

Em meio à falta de dinheiro da ONU para a conferência do clima, ações políticas favoráveis entre países e líderes religiosos favorecem o debate sobre a resolução da crise climática. #União Europeia #EUA