Principal articulador da reaproximação dos Estados Unidos com Cuba, depois de um rompimento que durou meio século, o Papa Francisco faz sua primeira viagem à ilha. Francisco desembarca em Cuba neste sábado (19) e permanece até terça-feira. A programação inclui três missas, encontros com funcionários do governo, com jovens religiosos em Havana, com o presidente Raúl Castro e, de acordo com a assessoria do Vaticano, talvez uma conversa com Fidel Castro, que não foi oficialmente agendada.

Depois de Cuba, o Papa parte para os Estados Unidos onde será recebido na Casa Branca pelo presidente Barack Obama e pela primeira dama Michelle.

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A agenda inclui uma visita ao Congresso e a participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Relações Diplomáticas entre Cuba e os #EUA

O rompimento dos dois países aconteceu em 1962, na Guerra Fria. Durante estes 53 anos, os EUA impuseram um embargo financeiro, econômico e comercial a Cuba. Embora tenham retomado as relações diplomáticas, o embargo permanece. Conforme informou a Agencia Reuters, o Papa Francisco deve condenar o embargo que, segundo o governo cubano, já causou um prejuízo de 833,7 bilhões de dólares. O fim destas restrições precisa de aprovação do congresso norte-americano.

O papel do Papa na reaproximação dos dois países foi fundamental. Francisco escreveu pessoalmente aos dois presidentes e foi intermediário em conversações secretas, que deram início à retomada das relações diplomáticas.

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Ao anunciarem a reabertura das embaixadas, tanto Obama quanto Castro agradeceram sua intervenção.

Cuba e a Igreja Católica

Antes tensas, hoje as relações entre Cuba e a Igreja Católica passaram a ser amigáveis. É a terceira vez que um Papa visita a ilha desde a Revolução Cubana, em 1959. Nos primeiros anos de seu governo, Fidel Castro decretou Cuba um estado ateu, promovendo o fechamento das escolas religiosas e a expulsão de padres. Apenas 39 anos depois, com a visita do Papa João Paulo II, o governo cubano cedeu e declarou o estado laico.

Em 2012 foi a vez de Bento XVI, que foi recebido pelo sucessor de Fidel, Raúl Castro.

Francisco deve mencionar em seus discursos o respeito aos direitos humanos e pedir mais liberdade ao povo cubano.

Todos os lugares por onde o Papa vai passar durante sua estadia foram limpos e restaurados. O governo anunciou ainda que vai pagar diárias para quem assistir às missas e outras atividades públicas do Pontífice. Também foi concedido indulto a 3.522 presos, porém a lista não inclui nenhum preso político.

Antes da viagem, o Papa Francisco publicou no Twitter: “Preciso das vossas orações". Diplomático, carismático e falando a mesma língua do povo cubano, certamente não há motivo para preocupações.

 

 

 

 

 

  #Religião