Uma grande confusão generalizada tomou conta do Parlamento Japonês na manhã dessa quinta-feira, 17 de setembro. Os parlamentares discutiam possíveis mudanças na lei de defesa do país e os opositores não aceitaram as ideias, partindo para cima dos apoiadores das mudanças.

Muitos políticos temem que alterar a lei de defesa mexerá irreversivelmente na Constituição do país, mesma que conduz a polícia militar desde o término da sangrenta segunda guerra mundial, em 1945. A confusão começou no exato momento em que líderes do #Governo decidiram reiniciar as votações pelas mudanças. Alguns opositores começaram a empurrar os líderes e em poucos minutos o parlamento virou uma grande confusão generalizada, com direito à socos, empurrões, quedas e ofensas.

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As imagens da confusão foram divulgadas pela Agência Reuters.

A votação seria realizada hoje, pois ontem, 16 de setembro, que era o dia marcado para esse ato, não havia quórum suficiente na Casa. Por conta disso, os opositores já ficaram estrategicamente espalhados para cercar os líderes do governo a fim de tentar impedir a votação pela mudança.

A mudança não é um ato indesejado apenas pela oposição, mas também pela maior parte da população japonesa. A ideia dos parlamentares a favor da mudança é que o país envie tropas de combate para lutar em outros países, mesmo que a causa da luta não seja uma ameaça para o Japão. Essa prática deixou de existir após a segunda guerra mundial. Por conta disso, aproximadamente treze mil pessoas protestaram em frente ao parlamento antes da votação de quarta-feira, o que pode ter motivado muitos parlamentares a não comparecerem na data de ontem, o que resultou em seu adiamento.

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Após todo o sofrimento vivido pelos japoneses na segunda guerra mundial, sobretudo quando foram vítimas da bomba de Hiroshima, a Constituição Pacifista do país determinou que suas forças militares fossem usadas apenas para sua própria defesa, mas não para ferir terceiros do exterior, ainda que em apoio a países parceiros em algum acordo ou bloco econômico.

O que causava mais medo na população antes da votação era que o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, é favorável a mudança, pois quer “combater” as forças de países vizinhos, como a Coreia do Norte e a China.

Depois da briga e da indignação da população, o projeto foi votado e aprovado na Câmara por uma comissão. Com isso, o país passa a fazer o que os parlamentares chamam de “autodefesa” coletiva, principalmente no que dizer a respeito de conflitos liderados pelos americanos. #Reforma política #Guerra Civil