Mais um capítulo da história grega atual acaba de ser revelado na novela da #Crise econômica e política do país, que tem alcançado o seu auge nestes últimos 5 anos. Em 2015 chegou ao poder na Grécia o partido político de extrema esquerda Syriza e muito embora a Grécia seja o berço da democracia e também da vontade que emana do povo, nunca antes se tinha estabelecido um governo de esquerda num país dominado pela Igreja Ortodoxa Grega, por políticos corruptos que se revezavam no poder e pela burguesia de armadores magnatas, tudo isto graças as desilusões econômicas dos gregos e as suas crises de identidade e insatisfações internas.

O que parecia impossível aconteceu, o Syriza estava no poder; negociava de forma contrária aos pacotes de “maldades e austeridades” como dizem os helênicos com os seus credores, tendo como principal inimiga a 1ª Ministra Ângela Merkel da Alemanha.

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Alexis Tsipras era o 1.º ministro grego e Gianis Varoufakis, então, com 53 anos, além de professor universitário com doutorado na Universidade de Essex em economia, se tornou o ministro das Finanças e conseguiu junto com o seu partido Syriza o dia do “oxi” grego ou o referendo da população que falou "não" a ajuda econômica maquiada à Grécia.

Tsipras e Varoufakis hoje não estão mais no poder. O Syriza teve a perda de legisladores que consideraram o partido conivente com as desgraças do país, não honrando as suas promessas eleitorais. De qualquer modo, Gianis Varoufakis, ainda continua a impressionar a sociedade política e os países poderosos do mundo, pois da pequena nação helênica, ajudou a encabeçar um movimento de resistência ao capitalismo quase imortal que domina o mundo desde que ele é mundo.

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Varoufakis não tem como plano, a participação, como ele mesmo disse em Atenas em 27/08/2015, “nas tristes eleições” gregas que se realizarão em 20/09/2015 e segundo o mesmo, ele tem sim a intenção de criar um movimento para "restaurar a democracia na #Europa".

Giannis achou por bem renunciar após o sonoro não dos gregos ao plano econômico da troika para a Grécia no referendo de 5 de julho. Mas a assinatura de um novo e árduo memorando para o 3.º resgate financeiro da Grécia e a renúncia do 1.º ministro grego Alexis Tsipras no intuito da antecipação das eleições como regem as leis do país, fizeram com que parte do Syriza se sentisse traído.

A partir daí, Varoufakis vem atacando por repetidas vezes o acordo estabelecido em Bruxelas, fazendo com que o Syriza fosse favorável a expulsão tanto de Varoufakis como de outros parlamentares contrários ao pacote econômico. O ex-ministro optou por não se juntar ao grupo separatista que criou um novo partido político chamado Unidade Popular. Ele mesmo disse que apesar de ser solidário com os dissidentes, existem pontos com os quais não está de acordo, como defender a saída grega da zona do euro.

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O que Varoufakis idealiza mesmo é a criação de uma rede européia que restaure a democracia e assim, essa tem a chance de ser transformada em partido político; porém, tudo se concentra no terreno das hipóteses, onde já conseguiu conquistar muitos fãs. “Ao invés de existir partidos nacionais em nível nacional, o que se teria é uma rede européia que atuaria nacionalmente, ou seja, não é algo para agora, mas é algo que se desenvolve lentamente e que cria raízes na Europa", disse Varoufakis. #União Europeia